GUERRA GUARANÍTICA

GUERRA GUARANÍTICA
A RESISTÊNCIA

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quinta-feira, 31 de março de 2011

CAPTURA E CONVIVENCIA DE MABILDE COM OS KAINGANG

CONTADO PELOS BISNETOS DE AFONSO MABILDE:

Pierre François Alphonse Booth Mabilde' ou Alfonso Mabilde (Bruxelas, 30 de agosto de 1806 - São Leopoldo, 4 de dezembro de 1892) foi um engenheiro, jornalista e antropólogo belga que emigrou para o Brasil.
Filho do belga Lourenço Luís Mabilde e da inglesa Elisabeth Petronilla Booth, estudou engenharia civil na Universidade de Liège. Ao formar-se foi convocado para servir o exército, junto com seus colegas - o que gerou uma revolta, logo abafada, mas que levou-o a emigrar para o Brasil

eram chamados "coroados porque cortavam o cabelo, parecendo uma "coroa"


"quando engenheiro e agrimensor das colônias, abria uma estrada, ao cair de uma tarde, foi supreendido  e preso com todos os homens que com ele trabalhavam , por uma tribo de coroados(kaingangs) Ele. logo reconhecido pelos selvagens, como sendo o chefe dos homens que trabalhavam com ele, foi   levado até o caciqueprincipal,para que ditasse a sua sorte. O prisioneiro, usando de mímica, conseguiu mostrar aos selvagens a utilidade d euma luneta que carregava consigo. Deu-a ao cacique para olhar através dela, deixando-o maravilhado pelo ato de enxergar perto objetos que se achavam distantes. O cacique passou a luneta aos demais selvagens que o imitaram ficando igualmente deslumbrados. continuando a se comunicar por gestos fez o cacique entender quanto a luneta seria boa para usarem no seu posto de observação   , localizado na copa do mais alto pinheiro do alojamento.
Os coroados, surpreendidos e amedrontados com a luneta e com a mímica e os truques praticados pelo prisioneiro, que lançava mão de todos os recuros que lhe ocorriam para sae salvar, pouparam-lhe a vida.
Consideraram-no como um ser superior, que lhes causava muto temor, bem visível ,aliás, para o inteligente e astuto pridioneiro. Trataram-no bem, com um misto de respeito e medo, dando-lhe um rancho velho, no alojamento, para morar . Respeitaram as suas roupas e seu cabelos , o que não faziam com prisioneiro algum. Mulheres e crianças , quando aprisionadas eram despidas, os cabelos tesourados e os pelos das demais partes do corpo, arrancados e atirados ao fogo.

ái permaneceu por dois anos, anotando, aprendendo e falando a lingua dos coroados.

segunda-feira, 28 de março de 2011

SOBRE AS PRÁTICAS DE ANTROPOFAGISMO


acadêmicoScirus

João Pedro Gay, nascido Jean Pierre Gay, (França, 20 de novembro de 1815Uruguaiana, 19 de maio de 1891) foi um sacerdote católico e historiador francês radicado no Brasil.
Estabeleceu residência em Santa Catarina em 1843, transferindo-se pouco tempo depois para o Rio de Janeiro onde foi professor de língua francesa e matemática. Como padre, foi pároco em Alegrete (Rio Grande do Sul).
Foi também um estudioso da língua guarani e da história das missões jesuíticas. Foi autor de alguns livros, como História da República do Paraguai, publicado em 1863, e sócio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.



DOS ESCRITOS DO CÔNEGO GAY, NO LIVRO PASSO FUNDO DAS MISSÕES JORGE E.CAFRUNI FEZ AS SEGUINTES CONSIDERAÇÕES SOBRE A PRATICA DO ANTROPOPAGISMO ENTRE OS INDIGENAS GUARANIS
" Antes de declararem uma guerra, realizavam um conselho, reunindo as tribos vizinhas e amigas, decretavam ordináriamente, a guerra, considerando a utilidade que hão de tirar dos espólios dos inimigos, dos escravos que hão de fazer e da glória que hão de adquirir. ao decreto da guerra, segue-se a eleição do general em chefe, que é sempre renhida, porque todos a ambicionam. Cada um expõe seus direitos,suas façanhas,etc...
Mas apesar da dificuldade da combinação, uma vez eleito o chefe, todos,mesmo os caciques lhes obedecem- e ele  dá as ordens competentes para os preparativos da guerra e para todas as operações militares.
Os avisos não deixavam de ser interesssantes, de uma para outra tribo. Eis como procediam:convocam-se as companhias por fogueiras e fumaças, sinais que entendem perfeitamente e todos concorrem ao sítio, onde principiam os fogos, levando suas armas, porque não havendo depósito comum, cada um deve levar a sua. O arco, a flecha,a macana(espécie de bordão) são suas armas principais. Algum dardo e boleadeiras algumas tribos como os charruas usam, mas não todos os indigenas. Usavam de muitos enfeites e galas militares em sua maiores solenidades,plumagem na cintura, diversidadede cores com que pintam o corpo, imaginando que a pintura os torna formidáveis aos olhos dos seus inimigos e que até espantam os espíritos infernais.
Gay narra que o combate começa e termina com grande algazarra de vozes que enche o ar de confusão e os ouvidos de espanto. Pode-se dizer que principiam o combate aturdindo os inimigos, para entorpecer-lhe as mãos no momento da briga. Lei invariável era retirar seus cadáveres, seja para  dar-lhe sepultura como costumavam, seja para ocultar suas perdas ao inimigo.
Quem vencia desfrutava os dspojos, O principal e os mais estimados eram os prisioneiros, a que cortavam a cabeça, que carregavam por troféu na ponta de suas lanças. alguns se serviam deles por escravos ou os vendiam por escravos. os guaranis e outras nações caribes faziam célebres e solenes banquetes COM A CARNE DOS PRISIONEIROS!"

Observa tambem que os Tapes, aqui de Passo Fundo não tinham acentuado este costume como outras tribos.
Este costume foi mais acentuado no Paraguai, antes da doutrinação pelos padres jesuítas.
Outro historiadors <`Pero Hernandez  registra também alguns costumes antropofágicos entre as tribos do Paraguai "-Esta geração dos guaranis-escreveu ele- quando estão em guerra uns com os outros, se fazem cativos, trazem-nos para seus povos e com isto tomam grande prazer e regozijo,bailando e cantando....Descreve tambem que abatiam o prisioneiro(os) em praça pública aos modos dos Tupis da Costa brasileira( Os Tupis eram mais ferozes deveras)

Outro  Senhor, aventureiro, este, que esteve prisioneiro entre os índios por muito tempo , assim descreve o caso da antropofagia:

"-eles o fazem não por fome, senão por grande ódio e ogeriza, e quando estão em guerra, gritam uns aos outros "_ A ti sobrevenha toda a desgraça,minha comida! quero arrebentar tua cabeça, ainda hoje! Vingarei em ti a morte de meus amigos, e é por isso que aqui estou! a tua carne será hoje, antes do entrar o sol o meu assado!- e tudo isso o fazem por grande inimizade".

Tambem relata que quando um ou alguns caiam prisioneiros uns dos outros não fugiam, fugir era desonra, às vezes retinham o prisioneiro por dias ou meses até chegar a hora do ritual do sacrificio, e soltando o prisioneiro o deixavam correr um pouco para se divertir e alcançá-lo. Ficando frente a  frente, escolhiam o executor e ainda trocavam algumas palavras com o que ia ser morto. diziam" -Eu vou te matar porque mataste meus irmãos, vou vingar a morte deles"
O prisioneiro respondia "_Sim, matei e comi muitos dos teus! Era assim um sinal de valentia, a que tinham muito apreço.

Uma observação que podemos fazer é que em muitos lugares do Mundo ainda que não seja revelado, em alguns grupos humanos ainda praticam, senão a atropofagia, mas a caça de uma para outra tribo, o que seria inconcebível neste século, mas ainda existe.Aqui no Brasil não tenho conhecimento, mesmo se ainda existam na amazonia, estima-se que, cerca de 30 grupos indígenas não contatados pelos brancos ,vivem isolados na selva,  que pratiquem a antropofagia, penso que mais, andem muito preocupados em se esconder dos brancos que vão avançando .....




QUEM FOI HANS STADEN

  
Hans Staden
Hans Staden

Retrato de Hans Staden feito por H. J. Winkelmann, em 1664.
Nascimento1525
Homberg (Efze)
Morte1579
Wolfhagen
Nacionalidadealemã
OcupaçãoMarinheiro, aventureiro, mercenário e cronista.

Hans Staden (Homberg (Efze), c. 1525Wolfhagen, c. 1579) foi um aventureiro mercenário alemão.
Por duas vezes Staden passou pela América Portuguesa no início do século XVI, onde teve oportunidade de participar de combates na Capitania de Pernambuco e na Capitania de São Vicente, contra corsários franceses e seus aliados indígenas.

PORQUE CAIU PRISIONEIRO DOS INDIGENAS  NA SUA SEGUNDA VIAGEM AO BRASIL EM


Enquanto caçava sozinho, Staden foi feito prisioneiro por uma tribo Tupinambá que o conduziu a Ubatuba. Desde o início ficou claro que a intenção dos seus captores era devorá-lo. Pouco tempo depois, os tupiniquins aliados dos portugueses atacaram a aldeia onde ele era mantido prisioneiro. Mesmo cativo, e não tendo escolha, lutou ao lado dos tupinambás. Seu desejo era tentar fugir para unir-se aos atacantes. Mas, estes, vendo que a luta era inútil, logo desistiram.
Era tratado como um "animal de estimação" pelos tupinambás, tendo, inclusive, mudado de "dono"[1].
Pediu ajuda a um navio português e a outro francês. Ambos recusaram-se a ajudá-lo por não desejarem entrar em conflito com os índios. Foi, enfim, resgatado pelo navio corsário francês Catherine de Vetteville, comandado por Guillaume Moner, depois de mais de nove meses aprisionado


sexta-feira, 25 de março de 2011

EXPERIENCIA DE VIDA DE ALFONSO MABILDE

Algumas tribos praticavam o antropofagismo, segundo relato, aqui no Rio Grande do Sul, segundo relato de um belga chamado Afonso Mabilde........que caiu nas mãos dos kaingangs e não foi trucidado porque trazia um binóculo e que foi considerado pelos kaingangs muito útil para vigiar a aproximação dos inimigos. Este ficou refém por dois anos, até conseguir fugir, neste meio tempo, foi anotando em papel tudo o que presenciava e vivia junto aos selvícolas.
Afonso Mabilde era um construtor naval, belga,, nascido no ano de 1806, e veio par ao Brasil fugindo da perseguição por não querer participar  do serviço militar. Veio para o Rio de Janeiro -o nome dele era de fato ALFHONSE- arrumou trabalho na empresa Carrole &amp; Forbes encarregada pelo governo iperial do Brasil para melhorar a barra de Rio Grande(agora porto) Em 1833 já estava aqui no Rio Grande do sul, e começou a fazer   o levantamento hidrográfico.El 1835 quando eclodiu a Revolução Farroupilha as obras foram paralizadas , pois o Rio Grande do sul lutava contra o Império brasileiro. Abandonou aquela empresa e veio para Poro Alegre em busca de trabalho e meios de subsistência. Começou a trabalhar nas demarcações e aberturas de estradas e logo em 1836 , quando estava em Santa Cruz empenhado na abertura de uma estrada caiu prisioneiro nas mãos dos índios coroados ou kaingangs onde passou com eles dois anos e meio.Registrou estes dois anos de convivência com eles-forçada, é claro- como poucos....como media terras, abria estradas, construía tinha depois mesmo de ser libertado pelos índios muito contato com eles nestas andanças.Apesar de ter sido aprisionado tinha afeição pelos índios e revolta com os maus tratos dispensados a estes.Deixou muitos escritos que narram o comportamento, costumes e um outro olhar sobre os que os outro chamavam de "selvagens" 

quarta-feira, 23 de março de 2011

CASCATA NA RESERVA DO CARRETEIRO-AGUA SANTA-RS

-es

Coral de indiozinhos guaranis de RS-santo angelo-rs

VIDA E MORTE-MUNICÍPIO DE PASSO FUNDO

Passado este tempo os indígenas do Rio  Grande do Sul ficaram um bom tempo ao "DEUS DARÁ" , haviam muitas florestas ainda, por muito tempo ainda tribos conviveram como dantes, depois da destruição dos SETE POVOS DAS MISSÕES, mas sempre foram perseguidos pelos brancos, como relata Francisco  Antonino Xavier e Oliveira: nos seus 'ANNAES DO MUNICIPIO DE PASSO FUNDO:
 DIZ NA PG 63:
 Resumo Histórico do município de Passo Fundo:

O território que hoje constitui o município de Paso Fundo, no Estado do Rio Grande do Sul fez parte da província jesuítica das Missões orientais do uruguai, sendo então sujeito a jurisdição do povo de São João Batista, cujas ruínas demoram ao pé daconfluencia dos rios Ijuí e Ijuízinho, no município de Santo Angelo.
Foram seus primitivos habitantes os índios guaranis, (aqui denominados TAPES) , seguindo-se da raça TUPI, em poder dos quais se achava o território quando, em 1827 começou o povoamento pela raça branca.
Em 1833 contando já cento e tantos fogões(habitações) formava o quarto quarteirão da então vila de  São  Borja.

Criado , no ano seguinte o município de Cruz Alta, passou a pertencer-lhe, constituindo o seu quarto distrito.
Em 1835, quando teve começo a Grande Revolução Republicana Rio-Grandense(Revolução Farroupilha) o seu estado era próspero e a população tinha aumentado muito, mas não tardou que os efeitos da luta fratricida o atingissem.,fazendo-o retroceder consideravelmente, deixando-o, ao cabo das hostilidades, com a população reduzida à terça parte e a braços com a míséria.
De então, a 1856, prosperou bastante, a despeito das graves perturbações que o assaltaram neste período, PROMOVIDAS PELOS INDIOS COROADOS(KAINGANGS-JÁ NÃO HAVIAM  MAIS OS TAPES(GUARANIS)  que, de tempos em tempos, dando lugar ao seu intenso ódio á raça branca , acometiam, traiçoeiramente, os moradores e viajantes, fazendo horriveis carnificinas em represália das quais as autoridades.e mesmo os particulares organizavam escoltas numerosas e iam batelos nas brenhas, exterminando, às vezes, tribos inteiras. Afinal esses índios,ja´muito reduzidos em número , sumeteram-se ao governo provincial sendo ALDEADOS EM NONOAI E NA EX-COLONIA CASEIROS do Mato Portugues(estas duas reservas fazem parte  das áreas indigenas no Rio Grande do Sul"


Obs: Passo Fundo não tomou uma posição de destaque na Revolução Farroupilha, mas mesmo assim pertencia aos Imperiais, por isso os moradores fugiram da vila durante a Revolução farroupilha.

Quanto ao que Antonino Xavier fala sobre os indígenas coroados ou kaingasgs, neste século ainda (XVIII) seguindo em direção a Vacaria, passando por Campo do Meio, Mato Castelhano, Cruzaltinha, Ciríaco, toda aquela área ainda era mata fechada e habitada pelos kaingansgs ou coroados. Embora o Governo Provincial havia demarcado duas reservas para os que sobreviveram eles ainda ficaram muito tempo nestas matas,porém já eram em número bem reduzido e ainda foram mortos pelos primeiros habitantes brancos de Passo Fundo, como afirma Antonino Xavier, que foi o primeiro a registrar os primórdios de Passo fundo nestes "ANNAES"
"

OS INDIOS DO BRASIL


   No Brasil existe uma legislação específica para o povo indigena, vamos ver algo sobre isto
Reserva indígena é uma área de domínio de um país, destinada a servir a um grupo de indígena, com os meios suficientes à sua subsistência. No Brasil, a reserva indígena não é necessariamente área de ocupação tradicional indígena, distinguindo-se nisto de terra indígena (área indígena), definida na Constituição de 1988.

A Constituição de 1988
A constituição de 1988 consagrou o modelo das áreas indígenas, ou terras indígenas:
De acordo com o parágrafo 1º do artigo 231 da Constituição Federal, o conceito de terras tradicionalmente ocupadas pelos índios é definido como sendo: aquelas "por eles habitadas em caráter permanente, as utilizadas para suas atividades produtivas, as imprescindíveis à preservação dos recursos ambientais necessários a seu bem-estar e as necessárias a sua reprodução física e cultural, segundo seus usos, costumes e tradições".
Embora os índios detenham o "usufruto exclusivo das riquezas do solo, dos rios e dos lagos" existentes em suas terras, conforme o parágrafo 2º do Art. 231 da Constituição, elas constituem patrimônio da União. E, como bens públicos de uso especial, as terras indígenas, além de inalienáveis e indisponíveis, não podem ser objeto de utilização de qualquer espécie por outros que não os próprios índios.
A nova consttituição reconheceu os índios como os primeiros habitantes da terra e como tal têm direito ao seu usufruto, cabendo ao Estado assegurar o reconhecimento deste direito através da demarcação e homologação das terras indígenas. Desta forma, a partir daí, as reservas indígenas deveriam ser definidas pelo critério de ocupação tradicional. Estabeleceu também um prazo para a demarcação das terras indígenas: cinco anos após a promulgação da constituição, o que acabou não ocorrendo.
Diante da demora na demarcação e da expansão da fronteira agrícola, a idéia de Reserva Indígena fora das áreas tradicionalmente habitada pelos índios volta a ser discutida como forma de solucionar os conflitos decorrentes da presença de posseiros ou fazendeiros nas terras indígenas ou da expulsão das comunidades indígenas do seu território, que acabam em longas disputas judiciais. Entretanto, esta solução encontra resistência dos indigenistas e das organizações indígenas, que temem que a adoção deste modelo represente um retrocesso no direito dos índios às terras em que habitam tradicionalmente.
mapa das reservas no Brasil

 Área e população

De acordo com a Funai, aproximadamente 105 milhões de hectares (superfície das 611 terras indígenas cujos processos de demarcação estão minimamente na fase de delimitação) estão reservados para 460 mil indígenas, perfazendo 12,41% do total do território brasileiro[2].
Apenas como comparação, 6 milhões de pessoas vivem na cidade do Rio de Janeiro, que ocupa menos de 0,014% do território brasileiro. E a cidade de São Paulo, que ocupa menos de 0,018% do território nacional, tem atualmente mais de 10 milhões de habitantes.


Observamos que este mapa , não sei por quem foi elaborado porque está escrito e Ingles????Observo tambem que no Rio Grande do sul mal aparecem os pontos das reservas que são em numero de   7   isto quer dizer que sobraram de fato poucos indígenas.

Tambem observamos que os indígenas do brasil, inclusive os do sul estão se organizando e reorganizando, conseguindo eventualmente receber mais espaço para eles.
Converando, ou tentando conversar com alguns kaingangs que vêm a Passo Fundo posso dizer que são muito reservados, só falam entre si o kaingang e não permitem aproximação de pessoas desconhecidas.
este cesto é feito de taquara  trançado manualmente e depois pintado-comprei em Passo fundo de uma índia kaingang-geralmente só as mulheres fazem este trabalho e também vendem o artesanato.

O fato de aparecerem na cidade para vender seu artesanato não se deve ao fato deles necessitarem deste dinheiro para a   sobrevivência, mas porque eram tradicionalmente nômades. 

terça-feira, 22 de março de 2011

SÃO NEGRAS AS ALMAS DE QUEM ROUBA E MATA

ASS

VAMOS Á GUERRA

O que passou a ser denominada de GUERRA GUARANÍTICA  durou somente dois anos , de 1753 a 1754. tirando os antecedentes de luats constantes podemos dizer que esta foi a batalha final:viver ou morrer para defender  a terra!

No dia 15/7/1753reunidos na Ilha de Martim Garcia, gomes Freire, Valdelírios e o governador de Buenos Aires  José de Andonaegue, comandante do exército espanhol, resolveram prosseguir  a demarcação  dos limites mediante a guerra contra os índios.

A empresa não seria nada fácil! A questão definitiva dos limites só se se rolverá daí a quase 50 anos, com a total ocupação  das MSSÕES EM 1801 .mediante a ação audaciosa de JOSÉ BORGES DO CANTO , mas sem a COMPANHIA DE JESUS, OS JESUITAS NOS  FATOS HISTÓRICOS;

Eu defino os dois anos do que chamamo de GUERRA GUARANÍTICA o principio da ação de LIMPAR O TERRITORIO DE INDIGENAS E DIVIDIR AS TERRAS ENTRE AS DUAS COROAS, ESTA É A VERDADE.POR ISSO NÃO  PARARSRIAM OS CONFLITOS  EM APENAS DOIS ANOS. FOI SÓ O COMEÇO...

Enquanto se providenciava o ataque aos indígenas, estes, antecipadamente, atacaram por duas vezes o FORTE-JESUS-MARIAJOSÉ de Rio Pardo, construido pelo engenheiro militar João Gomes de Melo para vedar a entrada dos indígenas para Viamão e proteger o comércio.

No ataque de 22/2/1754, os índios perderam 22 homens e os portugueses dois. No dia 29 de abril., novo ataque indígena, sob o comando de Sepè Tiaraju. as forças lusas eram chefiadas por Francisco Pinto Bandeira, que foi ferido num braço, e pelo Tenente-Coronel Tomas Luis Osório, riograndense.. Sepé Tiaraju caiu prisioneiro, fugindo depois, graças à sua astucia e a condescendencia de Pinto Bandeira, creio porque era riograndense-os nativos já tinham tambem amor à terra gaúcha, embora nascidos de estrangeiros.
Então ocorreu uma avassaladora enchente. choveu sem parar durante sete dias e sete noites. Os soldados salvaram-se refugiando-se nos galhos das árvores mais altas.
O exército espanhol, alegando falta de pasto para a cavalhada, não seguiu para Rio Pardo. Gomes Freire resolveu negociar com os caciques, durante um jantar, sendo bem sucedido, obtendo para os portugueses a posse tranquila da margem oriental do Jacuí.
A seguir, o grosso  das tropas luso-brasileiras desceu para o reduto de São Gonçalo,sobre o Piratini, aguardando ali o exercito espanhol, chefiado pleo velho Andonaegue, cheio de achaques, que só chegaria em dezembro de 1755.

os dois exércitos aliados, 1770 espanhóis e 1600 portugueses,  reunidos em Santa Tecla, marcharam decididos a destroçar as agressivas e imprudentes hostes indígenas(assim se referiam aos indigenas que defendiam legitimamente seu território).
Na tarde d e7/2/1756, deu-se o primeiro combate nas proximidades do rio Vacacaí, morrendo Sepé tiaraju, que havia caido em um buraco feito por touros , e foi fulminado com um tiro de pistola desferido por José Joaquim Viana,governador de Montevidéu.

Na retaguarda, entretanto vinha o cacique Nicolau Nhenguiru, avançando á frente de grande contingente de índios, obrigando os exércitos aliados a se colocarem em ordem de batalha.
Na altura do arroio Caiboaté, afluente do rio Vacacaí, perto da atual cidade de São Gabiel, um emissário de Nhenguiru, portando bandeira BRANCA apresentava-se declarando que desejava falar com o chefe espanhol.
Falando então com Valdelirios, disse que Nhenguiru estava disposto a cumprir quanto lhes fosse ordenado. O Marques, em resposta, pediu que os índios retornassem aos seus povos e daí se tranferissem com todos os seus pertences , rebanhos, bens, deixando aos portugueses, de acordo com o Tratado, os SETE POVOS.
O emissario garantiu que as ordens seriam cumpridas e pediu algum tempo para reunir suas tropas e cavalhadas.
Contudo, em vez de abandonar as suas posições, os índios começaram a reunir gente, e mais gente e muito mais gente para cercar os exércitos dos aliados.

Em vista disso, no dia 10/2/1756, os generais aliados resolveram investir contra os indígenas. Foi uma carnificina. Num combate de menos de duas horas morreram 1.200 idios, entre os quais o proprio Nicolau Nhenguiru,ficando ainda presos mais 200 indios. Os aliados tiveram apenas quatro mortos, alguns feridos como o coronel Tomás Luís Osório.

O local do combate esta´hoje assinalado por uma grande cruz, que substituiu a anterior, de madeira,erguida em 4/3/1756 por Miguel Mayra, e aquela por Roleno Leonardo Vieira.
As tropas vencedoras, no mesmo dia, deixando os cadáveres insepultos, acamparam no Caiboaté Grande, durante dois dias. em seguida, escalaram a Serra de São Martinho, desalojando outros índios. em 18 de maio, entravam em são Miguel das Missões. Os índios haviam fugido deixando incendiadas suas casas. Uma forte chuva salvou a Igreja do Incêndio(as ruinas de são Miguel, hoje Patrimonio Histórico da Humanidade)
Cairam em seguida em poder das forças luso-castelhanas os povos de ;SÃO JOÃO/S/AO LOURENÇO/SÃO NICOLAU/SANTO ANGELO/SÃO LUIS E SÃO BORJA. Gomes Freire, depois de ficar acampado por dois meses em Santo Angelo, tentando descobrir o tesouro dos jesuítas(que não havia) retirou-se para Rio Pardo, seguido de numerosos índios, que se tornaram amigos dos portugueses. estes índios constituiram a  ALDEIA DOS ANJOS, hoje cidade de Gravataí.

Vendo que o aspecto de 1750 não surtia seus efeitos para  Portugal, Gomes Freire retornou à Colonia do Sacramento, que não entregou oas espanhóis, assim como não foram entregues aos portugueses OS SETE POVOS DAS MISSÕES! Que massacre inútil! Houve outro tratado chamado de EL PARDO, em 1761que anulava o de MADRID!
Quando Pedro de Ceballos destruiu a fortaleza da colonia do Sacramento, não deixando pedre sobre pedra, Gomes Freire de Andrada, ao tomar conhecimento do fato SOFREU DERRAME CEREBRAL E MORREU EM 1763.

TRATADO DE EL PARDO


de El Pardo (1761)
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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O Tratado de El Pardo (1761) tornou nulas todas as disposições e feitos decorrentes do Tratado de Madrid de 1750, que havia falhado em promover a paz nas colônias espanhola e portuguesa.

 Razões do não cumprimento do Tratado de Madrid

O território dos Sete Povos das Missões não pode ser ocupado pacificamente pelos portugueses. Isso porque havia nele grandes aldeamentos indígenas organizados por jesuítas espanhóis; e os índios guaranis, guardando antigos rancores dos bandeirantes, protestaram contra a transferência dessa região para os domínios portugueses. Por outro lado, Marquês de Pombal e os colonos portugueses não queriam entregar a Colônia do Sacramento aos espanhóis.



sobre o Marques de Pombal, que foi a raposa astuta que espalhou a cobiça por parte dos portugueses dizendo que os jesúitas tinham muito ouro, tesouros escondidos. Inimigo dos jesuítas dizia: OS JESUÍTAS ESTÃO PRESTES A SER EXPULSOS DESTE REINO. AS OUTRAS POTÊNCIAS PODERIAM BEM IMITAR PORTUGAL. ESTES SENHORES LEVARAM MUITO LONGE SUA AMBIÇÃO E SEU ESPÍRITO SUBVERSIVO. ELES PRETENDIAM DOMINAR TODAS AS CONCIÊNCIAS  E INVADIR O IMPERIO DO UNIVERSO!"
.
conseguiu seu intento, fazendo deportar para Roma 432 jesuítas, onde foram acolhidos, mas com relutância pelo papa Clemente XIII.
viveu até os 82 anos  com honrarias, sempre ocupando cargos de confiança no governo Luso.
Muitas outras coisas podem ser pesquisadas e escritas sobre este período do Rio Grande do Sul, terra que nós, gaúchos amamos de paixão.Rica em folklore, rica  em arte, rica em pessoas que lideraram o Brasil, mas que foi sim, banhada em sangue inocentes.















de El Pardo (1761)
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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O Tratado de El Pardo (1761) tornou nulas todas as disposições e feitos decorrentes do Tratado de Madrid de 1750, que havia falhado em promover a paz nas colônias espanhola e portuguesa.

 






José Francisco Borges do Canto

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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José Francisco Borges do Canto (Rio Pardo, 1775 - Rio Quaraí, 1805) foi um militar e um mercenário brasileiro que teve papel fundamental na Guerra de 1801.[1]
Filho de Francisco Borges do Canto e de Eugênia Francisca de Sousa, serviu no Regimento dos Dragões de Rio Pardo. Após desertar do regimento, tornou-se conhecido como contrabandista. Buscando uma anistia, no início da guerra de 1801, se apresentou com 15 homens para combate e foi encarregado inicialmente de apoiar a tropa de Manuel dos Santos Pedroso.
Conseguiu apoio de índios Guarani na região noroeste do atual Rio Grande do Sul e, com sua tropa reforçada, partiu para a frente de batalha. Inicialmente, buscou o combate com os espanhóis em São Miguel das Missões. Tendo sido cercada, a cidade se rendeu em poucos dias, sendo sua guarnição espanhola libertada. Em seguida, conseguiu a rendição das povoações de São João e Santo Ângelo. [1] O passo seguinte foi conquistar São Lourenço, São Luís e São Nicolau, que já estavam sendo abandonadas pela população local. O comandante espanhol foi preso tentando mobilizar uma tropa perto de São Luís e foi conduzido de volta a São Miguel. [1]
Ao fim daquela guerra, já mantinha toda a região das Missões a leste do rio Uruguai - as missões orientais - sob seu controle, em nome da Coroa Portuguesa. Apesar de, àquela época, a região ser esparsamente habitada e de difícil defesa, compreendia uma extensão territorial considerável, praticamente desde a barra do rio Quaraí - atual fronteira do Brasil com o Uruguai - até o início do curso médio do rio Uruguai - atualmente o noroeste gaúcho. Assim, pode-se dizer que a ação de Borges do Canto rendeu ao estado do Rio Grande do Sul aproximadamente 40% de seu território atual.
Foi morto em território espanhol, em 1805, enquanto fazia uma califórnia[2] - tipo de expedição não autorizada, comum na fronteira entre a América Espanhola e a América Portuguesa, geralmente com o objetivo de roubar gado.

DEMARCAÇÃO PELO TRATADO DE MADRID

















ALGUNS MAPAS:

TENTANDO DELIMITAR O TERRITÓRIO E RETIRAR OS GUARANIS

José da Silva Pais

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José da Silva Pais
Nascimento
Lisboa
Morte14 de novembro de 1760 (81 anos)
Lisboa
NacionalidadePortugal Português
OcupaçãoMilitar e administrador colonial
José da Silva Pais[1] (Lisboa, batizado em 25 de outubro de 1679 — Lisboa, 14 de novembro de 1760) foi um militar e administrador colonial português.
Esteve envolvido em diversas situações e localizações, nas disputas territoriais entre portugueses e espanhóis no território que hoje é a região sul do Brasil. Não raro batia-se com seu rival espanhol nestas disputas, Dom Pedro de Ceballos

Para demarcação dos novos limites, Portugal destacou o governador do rio de Janeiro, gomes Freire de Andrada, conde de Bodadela, e a Espanha D.Gaspar Telly y espinosa, Marques de Valdelírios.

Gomes Freire, que cursava o terceiro ano de letras jurídicas na Universidade de Coimbra, ex-comandante da Guerra da sucessão, durante a qual foi ferido e feito prisioneiro, atuaria agora pela segunda vez no sul do Brasil, ddevendo, para tão importante missão diplomática, permanecer por aqui de 1752 as 1759.
Ordenou que Cristóvão pereira de Abreu organizasse uma bandeira em Curitiba e seguisse para o Continente. Determinou para o Tenente-de-Dragões Francisco Pinto Bandeira, com 60 paulistas, tomasse posição na embocadura do rio pardo, onde já havia algumas estâncias de criação e onde o mestre-de-Capo J>F> alpoim havia erguido uma fortaleza de campanha, feita de pau-a -pique e torrão,  como a de Jesus-Maria-José, de Rio Grande, com id~entico nome.

a 18/2/1752, precisamente no  decimo quinto aniverssário da fundação de Rio Grande, gomes freire seguia apra o sul, com mais de mil homens, entre oficiais, engenheiros, arquitetos, cartógrafos, desenhistas, cosmógrafos, tres padres matemáticos, um secretário, um cirurgião e os componentes de sua orquestra de câmara.

Escalou na Ilha de Santa Catarina, de Laguna e Garopaba, seguiu a cavalo até rio grande. Oito meses depois, em outubro, dava-se em Castilhos Grande o encontro com o marqu~es de Valdelirios, que vinha de Madrid. O encontro ocorreu em pleo descampado. Um arroio, muito cheio impedia a aproximação dos dois emissários. Valdelírios, metido numa embarcação de couro ameaçado de cair na água, foi socorrido por gomes freire, a cavalo!
durante tres horas conversaram a sós. à noite, o acampamento, um aplaudido sarau dos portugueses deixou admirdos os castelhanos  a começar por Valdelírios.

O Tratado determinava que os missionários deixariam os SETE POVOS em todos os seus móveis feitos, levando consigo os índios para se aldearem em outras terras da Espanha.
Os missionários pediram prazo de tres anos para se transferirem. O Marques de Valdelírios respondeu: Não darei tres meses"!...
Chegando o Padre altamirano, comissário geral dos jesuítas,precipitou os acontecimentos. Os índios revoltaram-se, chegando a prender alguns padres.
A linha divisória, traçada agora por Gomes Freire e Valdelírios, partiria do arroio Chuí até suas nascentes no Monte Castilhos Grande, e daí em linha reta, nos pontos mais altos , até as nascentes do rio negro e do ibicuí, e por este subindo até o Uruguai, pelo qual continuaria até a embocadura do peperi.
Os trabalhos efeuavam-se sem incidentes,da sorte que Gomes Freire pode se retirar para a Colonia do Sacramento e Valdelírios para Montevidéu.
Quando os demarcadores atingiram o sitio de Santa Tecla, no atual muicípio de Bagé, surgiu grave impasse. Os índios chefiados por SEPE TIARAJU opuseram-se ao avanço dos portugueses e espanhóis. Sepé teria proferido então as palavras:ESTA TERRA É NOSSA, NÓS A RECEBEMOS DE DEUS E DE S/AO MIGUEL!
Os trabalhos foram suspensos. Só prosseguindo  mediante a força, a união dos ex´sercitos portugues e espanhol, culminando com a destruição dos SETE OVOS.

AGORA COMEÇA A PELIA!

Francisco Pinto Bandeira (Laguna, 1701Rio Pardo, 15 de junho de 1771) foi um tropeiro e militar brasileiro, importante na consolidação do Rio Grande do Sul como território português no século XVIII.
obs;o temivel bandeirante!

segunda-feira, 21 de março de 2011

O DESENCADEAMENTO DA GUERRA GUARANITICA

Precisamos retornar um pouco no tempo e ver quem era quem no desencadeamento da chamada GUERRA GUARANITICA, que culminou com a destruição total das reduções Jesuíticas no Rio Grande do sul, os 7 povos, que foram criados em um espaço que se pode dizer até longo, mas que , retomando as rixas entre os portugueses e espanhóis para a divisão e possessão das terras culminou com a eliminação e não mais retomada de nenhum trabalho neste sentido pelos padres jesuitas, visto que, uns morreram em combate junto com os indigenas, outros , mandados, retornaram aos seus países de origem.

Primeiro  teremos que lembrar que o TRATADO DE MADRID firmado no ano de 1750 demarcava o que haveria SER terra de espanhóis e o que haveria de ser terra dos portugueses.
Em 11/12/1737, aSilva Pais, no governo de rio Grande  sucedeu o Mestre-de-campo andré Ribeiro Coutinho, homem erudito, filho e neto de poetas, ex-oficial da Guerra de Sucessão(1704-1713) da guerra contra os turcos(1717) e da India(1723-1735)
Como podemos ver os nomes dados naquela época não eram:comandantes,generais, mas Mestre-de-Campo, o que quer dizer a mesma coisa, só que em outras palavras.

Bem, o  homem( André Ribeiro Coutinho)  não era de brincadeira....
O segundo governador do continente trabalhou na fixação dos açorianos-( casais da ilha dos Açores trazidos por Portugal)já estavam trazendo sua gente  para povoar o Rio Grande, o do sul, como diziam para diferenciar do outro Rio Grande,-o afluente do rio Paraná-  em cujas margens fora  criado um posto fiscal por  RODRIGUES CEZAR DE MENEZES, o primeiro governador de São Paulo como Capitania  , para controlar o ouro em pó, que passava por ali após as descobertas das minas de ouro de Cuiabá., com destino a São Paulo e depois Lisboa. Este  rio, afluente do rio Paraná era chamado de Rio Grande por isso diziam:  RIO GRANDE , O DO SUL,PARA DISTINGUIR OS LUGARES, QUE AINDA NÃO HAVIAM DENOMINAÇÃO  REGISTRADA, O RIO GRANDE, O DO SUL DEPOIS VEIO A  SER CHAMADO APENAS DE RIO GRANDE DO SUL. muito ativo e capaz , André Ribeiro Coutinho  aumentou os rebanhos das estãncias reais de Torotama e Bojuru.Acelerou a indústria do couro.Fez construir a primeira barcaça para o tranporte regular no canal rumo às Capitanias Centrais. Iniciou a formação do Regimento dos Dragões, fundado pelo coronel Diogo Osório Cardoso, seu sucessor, o regimento que se revoltara em 1742. entregou o governo em 22/12/1740, por alegado motivo de saúde.
Durante o governo do coronel-de Dragões Diogo Osório Cardoso, às vesperas da morte de D.João V, foi assinado em 13///1750 o célebre TRATADO DE MADRID. do qual, por parte de Portugal, foi responsável o brasileiro Alexandre de Gusmão, já mencionado neste blog.
Este Tratado , um dos documentos diplomáticos mais conhecidos do Brasil, considerado a Carta PolÍtica da América Latina e p gérmen do pan-americanismo determinava que Portugal entregaria à Espanha a Colônia do Sacramento, recebendo em troca os SETE POVOS DAS MISSÕES.
 observações: o conto anterior:correr eguada transcrevi com o propósito de frizar que naqueles tempos não era aproveitada a carne do gado abatido, mas o couro sim, havia uma indústria do couro muito forte, tanto é que foi chamada a ERA DO COURO. A carne era aproveitada só o que precisassem para alimentação das familias , dos indígenas, etc...

pan-americanismo=Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Pan-americanismo é o movimento diplomático, político, econômico e social que busca criar, fomentar e ordenar as relações, a associação e a cooperação entre os Estados da América em diversos âmbitos de interesse comum.

TOROTAMA=

IlhaDaTorotama.jpg
Ilha da Torotama é uma ilha lagunar da Lagoa dos Patos situada no município de Rio Grande, estado do Rio Grande do Sul

BOJURU=outra lagoa

LAGOA DOS PATOS:A Lagoa dos Patos, a maior laguna do Brasil e a segunda da América Latina, situa-se no estado brasileiro do Rio Grande do Sul. Tem 265 quilômetros de comprimento e uma superfície de 10 144 km², estendendo-se na direção nor-nordeste-sul-sudoeste, paralelamente ao Oceano Atlântico

ESTE NOME FOI DADO POR HABITAREM NESTA REGIÃO INDÍGENAS  CHAMADOS "PATOS"  OU CARIJÓS"
CAPITANIAS CENTRAIS=


MAPA DAS CAPITANIAS;



capitanias-chamavam-se de Capitanias(vem de Capitanear) uma forma de administração territorial do império português uma vez que a Coroa, com recursos limitados, delegou a tarefa de colonização e exploração de determinadas áreas a particulares, através da doação de lotes de terra, sistema utilizado inicialmente com sucesso na exploração das ilhas atlânticas. No Brasil este sistema ficou conhecido como capitanias hereditárias, tendo vigorado, sob diversas formas, durante o período colonial, do início do século XVI até ao século XVIII, quando o sistema de hereditariedade foi extinto pelo Marquês de Pombal, em 1759 (a hereditariedade foi abolida, mas a denominação capitania não).

1-Pimeira capitania do Maranhão
2-Segunda Capitania do Maranhão
3-Pernambuco ou Nova Lusitânia
4-Bahia de Todos os santos
5-Ilhéus
6-Porto Seguro
7-Espirito Santo
8-São tomé-no Rio de Janeiro
9-Rio de Janeiro
10--Santo Amaro (São paulo)
11-São Vicente;
12-SANTANA- VINHA DA ILHA DO MEL(ATUAL PARANÁ) ATÉ LAGUNA (SANTA CATARINA)A MAIS PROXIMA do Rio Grande do sul.

bruaca de couro, especie de sacola.
INDUSTRIA DO COURO= do couro eram feitos elmos, escudos e gibões. Os marinheiros usavam-no nas velas e nas embarcações de navios.
No Brasil, desde que a colonização se intensificou, os rebanhos se multiplicaram rapidamente. Os curtumes eram instalados facilmente e o couro era utilizado para fazer alforjes, surrões, bruacas, mochilas, roupas, chapéus, selas, arreios de montaria, cordas e muitas outras utilidades

sábado, 12 de março de 2011

sexta-feira, 11 de março de 2011

PEQUENO DICIONÁRIO GAÚCHO


área de localização do conto "correr eguada"
 ESTE  SE REFERE UNICAMENTE AO TEXTO "CORRER EGUADA"
AQUI LOCALIZE QUARAIM, CERRO DO BATOVI

1-vancê= você
2-guri, piá= menino
3-escuite-escute
4-estãncias-fazendas
5-sesmarias=concessão de terras  feitas no ano de 1375 para  que se povoasse rápidamente as  terras e campos ainda devolutos, com a obrigação de fazê-las produzir
6-estancieiro=dono de fazenda, de sesmaria
7-piloto demarcador de terras
8-bem apadrinhado= com uma boa equipe
9-bagualada=cavalos
10-loncas=parte do couro do cavalo que vai do pescoço às nádegas
11-"lamões" alemães
12=uma tuta e meia= pagar pouco
13=xucra=selvagem
-orelhana=rês ainda não marcada
13=miles e miles= aos milhares
14=quera=queira
15-Quaraim=agora municipio na divisa com Uruguai
16=macota=grande,superior

17-Oribe=
Manuel Oribe.jpg
Manuel Ceferino Oribe y Viana (Montevidéu, 27 de agosto de 1792 — Montevidéu, 12 de novembro de 1857) foi um militar e político uruguaio
18-reiúna=rês sem dono
19-haragana-esperta, solta, sem dono
20-pajonais=pastagens,campos
mui=muitos (vem do espanhol, aqui chamado "castelhano" vem do Reino de Castela
21-novilhdas-reses novas,terneirinhos
22-vizindário=os vizinhos
23-torenas=valentões
24-domadores=amansadores de cavalos
CIDADE DE QUARAIM
25-boleadores=treinados em pegar as reses com as boleadeiras
-flete=cavalo bom, bem encilhado
27="de um pêlo=cavalo sem arreios
28-maula=covarde
29=tres-marias=são boleadeiras , que têm tres pedras nas pontas
30-ligares=tira de guasca(couro) a medida que pegava a rês ia acolherando uma na outra com um ligar, que era esta tira de couro preparada para segurar o gado marcado
31-guasca=campesino, gaúcho, tira de couro cru
32-meia braça=
33-gurizada=meninos
34=porongo=fruto que depois de esvaziado e seco serve para fazer cuias()para tomar mate)
35-colmilhudo=velho
36-CERRO DO BATOVI=Batovi é um morro situado na localidade de mesmo nome na cidade de São Gabriel. Morro de importância histórica, pois lá foi fundada pelo espanhol Don Félix de Azara a primeira Vila de São Gabriel do Batovi, que mais tarde deu origem à cidade de São Gabriel.
O nome "Batovi" tem origem na língua indígena guarani e significa seio de virgem.[1] Há também um outro morro com mesmo nome (Cerro Batoví), localizado no departamento de Tacuarembó, no Uruguai.
Manuel
37-distribuir os ternos= iam de tres em tres cavaleiros ou vaqueanos
38-rinconadas=rincão=trecho de campanha onde há arroios e capões de mato
39-colhudos=cavalo não castrado
40-arpistas=desconfiado
41-pandilhos=grupo de malfeitores
42-rodeio movediço=cavalos em movimento
43-flacos=magros
44-aplastados=animal cansado por grande esforço
45-sanga=pequenos riachos
46-banhado=terreno alagadiço
47-tacuru=formigueiro de grandes dimensões
48-panela de caranguejo=
49-tuco-tuco=
50-à meia rédea=a galope
51-sinuelo-cavalo manso que servia para guiar os outros
52-manantial, sumidouro=local muito alagado como areia movediça

quinta-feira, 10 de março de 2011

Jornal Nacional Roraima, Cavalos selvagens

cavalos selvagens em Roraima-visto que em 1912 não haviam meio de filmar estes mesmos cavalos selvagens citadosno texto, imaginemos um universo de campos repletos destes cavalos!

OS ANIMAIS SELVAGENS

DE:CONTOS GAUCHESCOS DO ANO DE 1912
JOÃO SIMÕES LOPES NETO
UM CONTO EM LINGUAGEM POPULAR QUE DESCREVE COMO FAZIAM PARA ARREBANHAR O GADO "CHIMARRÃO" OU SELVAGEM E PEGAR OU  MATAR O EXCESSO DE CAVALOS SELVAGENS QUE TAMBEM SE CRIARAM  AOS MILHARES, NO ENTREMEIO DA DESTRUIÇÃO DAS PRIMEIRAS REDUÇÕES  E DEPOIS DOS SETE POVOS DAS MISSÕES.

ESTE GADO E CAVALOS ERAM CERCADOS E COLOCADOS NAS FAZENDAS, MAL DEMARCADAS AINDA, E  CAVALOS O QUANTO NECESSITASSEM, OUTROS ERAM  EMPURRADOS PARA PRECIPICIOS OU "SUMIDOUDOS"AREIA MOVEDIÇA, PARA ELIMINAR O EXCESSO.

O conto:

CORRER EGUADA

descreve o ato dos habitantes  do rio grande do sul para executar estas empreitadas.

"Se vancê fosse daquele tempo eu calava-me, porque não lhe contaria novidade, mas vancê é um guri, perto de mim, que podia ser seu avô...Pois escuite.

Tudo era aberto; as estâncias pegavam umas nas outras sem cerca nem tapumes;as divisas de cada uma estavam escritas nos papéis das sesmarias; e lá um que outro estancieiro é que metia marcos de pedra naslinhas . e isso mesmo quando aparecia algum piloto que fosse entendido do oficio e viesse bem apadrinhado.

Vancê vê que desse jeito ninguem sabia bem o que era seu, de animalada. Marcava-se, assinalava-se  o que se podia, de gado., mas mesmo assim, pouco. agora, o que tocava à bagualada, isso era quase reiúno....pertencia ao campo onde estava pastando. E mesmo nem tinha valor nenhum, égua baguala era só para tirar as loncas, alguma bota.

Depois é que apareceram uns "lemões" e uns ingleses, melados, que compravam o cabelo ; por isso ás vezes se cerdeava,mas eles pagavam uma tuta e meia.

Veja vancê; sempre a estrangeirada especulando cousas de que a gente nem fazia caso...
Eguada xucra, potrada orelhana, isso , era imundície, por esses campos de Deus.; miles e miles....

e bicho brabo pra se tropear, esse!....Barulhento, espantadiço, disparador e ligeiro, como trezentos diabos!

Mas, como quera, era sempre um divertimento macanudo, uma volteada de baguais!

Ah!....
Não há nada como tomar mate e correr eguada!
Aí para os meios de Quaraim, nos campos do major Jordão, entrei uma vez numa correria macota.
Foi logo  depois da guerra do Oribe. Havia como dez mil baguais entre éguas e potros orelhanos, cavalhada largada, reiúna e marcada, que toda virou haragana, nos pajonais.
Os gados, que já eram mui ariscos, viviam numa bolandina com as disparadas da bagualada.

Pro caso, diz que é o Negrinho do Pastoreio que faz as disparadas dos cavalares....Isso é uma história comprida....
Um belo dia o major resolveu fazer uma limpa naquele bicharedo alçado.
E preparou-se , com tempo.

Desfrutou a novilhada que pôde, no verão, arregalou as suas contas e mandou avisar e convidar o vizindário para correr a bagualada no veranico de maio, que era para agarrar o bicharedo rechando de gordo e aguaxado, pesadão e o tempo mais fresco para a cavalhada do serviço.
Amigo! quando foi aos tres dias da lua nova a estãncia estava apinhada de gauchada.. Como uns oitenta e tantos torenas, campeiraços e destorcidos,domadores e boleadores de fama.

adelgaçava-se os fletes com água a meia costela, em qualquer lagoão, e à soga, cascos bem endurecidos com uma untura de sebo de rim e carvão, aquentada com a ponta em brasa de um tição de goiabeira, cola curta, toso baixo.
E a gauchada quase toda de um pêlo. Uns de bombacha, outros de chiripá, muitos sem chapéu, muitos de lenço na cabeça; tudo em mangas de camisa e faca atravessada.

O mais maula levava pelo menos dois pares de bolas;três pares, isso era a rodo, e havia torena que chegava a levar cinco: um na mão, outros, os outros na cintura.

E tudo boleadeiras mui bem feitas, de pedra pequena, porque vancê sabe que o cavalar tem o osso mais quebradiço que a rês-e vai, se toma de mau jeito um bolaço pesado, aí no mais já temos um avariado.

Pois é: as tres-marias retovadas a preceito, e as sogas macias, pra não cortar, e levava-se também uns quantos ligares.
-Vancê não sabe o que é ligar? Não é só, não sr.. o couro de terneirote pra fazer carona: é também uma tira de guasca, a chata, assim duma meia braça, com um furo, dum lado e uma meia ponta do outro. conforme boleava um  animal  e ele caía, o campeiro chegava-se e passava-lhe o ligar em cima do garrão e apertava, acochava, à moda velha, hom!....era mesmo que  botar uma liga de mulher, com perdão da comparação!

Vancê compr'ende , não!
Ficava o nervo do garrão arrochado pelo ligar, então o gaúcho desesredava as boleadeiras e assinalava e mal isto,já o bagual se aprumava  e levantava-se, bufando, puava, pra rufar..., mas qual! saía em tres pernas!....e assim de seguida, em dois, tres, oito ou mais, que cada corredor boleasse; esses não podiam mais disparar, ficavam perneteando no meio do campo!

então a gurizada, os piás, a relho, iam entropilhando os ligados, que depois cada dono separava pelo sinal feito.
Era assim que, conforme ia correndo a eguada, cada gaúcho ia boleando o bagual que mais lhe agradava,ás vezes saíam dois a um mesmo animal, aí, o que primeiro lhe sentava as pedras, era o dono.

Mas também, quanto porongo!...quantas vezes, depois duma canceira,boleava-se e caía um potro lindaço, cogotudo e bem laçado, e ia-se ver, era um colmilhudo, com cada dente como uma estaca....velho como o cerro do Botovi, ou era mancarrão de montaria, aporreado e cuerudo....outras vezes ainda....enfim, havia sempre embaçadelas!

Mas, como ia dizendo, quando a gente estava toda a cavalo e pronta, o estancieiro ou o encarregado distribuia os ternos, que espalhavam-se a todos os rumos, sobre as costas e rinconadas , para fazer a tocada de lá desses fundos.
 E daí a pouco já se levantavam os primeiros rumores.... ! a bagualada estranhava aqueles movimentos, os colhudos começavam a relinchar, ajuntando, pastorejando as manadas; os entropilhados, farejando, entreparavam-se, arpistas, outras pandilhas, de cola alçada, iam num trotão dançando,bufando....e já cerravam numa correria em redondo e depois riscavam , campo fora....
Lá adiante, o mesmo barulho, noutro ponto, igual; dum rincão, numa trepada de coxilha, numa descida de canhada, rufando duma restinga, os lotes de eguariços iam se  encontrando , entreverando-se; os campeiros vinham chegando e a gritos, a cachorro,  a tiro, ia-se tocando a bagualada de cada querência; de todos os lados cruzava-se a contradança, que se encaminhava sobre uma linha já combinada; e os poucos ia crescendo o RODEIO movediço, que engrossava, redemoinhava, espirrava, tornava a embolar-se...e de repente fazia cabeça, fazia ponta, e todo disparava, fazendo tremer a terra, roncando no ar, como uma trovoada.

aí a gente entrava  a manguear,aos dois lados, e então é que começava , de verdade, o divertimento! Arrematava-se tres, quatro, cinco fletes, corria-se sem parar, seis, dez,doze léguas...e no fim estava-se folheiro!....

Barbaridade! Nem há nada como tomar mate e correr eguada!
amigo! Aquele novelo não se desmanchava mais, ao contrário, o que ia topando pela frente ou aos lados, de eguada, também corria e atirava-se, incorporando-se na culatra ia ficando uma estiva de potrilhos, de flacos, de aplastados, dos que rodavam, dos que se quebravam e até dos que morriam pisoteados por aquela massa cerrada. de cascos.

E em cancha direita ou fazendo voltas largas, não se respeitava sanga, banhado, tacuru, panela de caranguejo, nem buraco de tuco-tuco; ia-se acamando as macegas, pisoteando cardais, esmigalhando as manchas de trevo e ia-se sempre a meia rédea.

Aí é que era  o lindo!

Os fletes montados, alevianados, corriam, alçados no freio, os tiros de bolas cruzavam-se nos ares...e aquilo era largar as tres-marias sobre a paleta do escolhdo e o bagual logo rodava, no enleio das sogas.
O gaúcho apeava, ligava, tirava as boleadeiras e já se bancava de novo pra nova nombrada.
Isto quando era por divertir.

quando era para tropa o melhor era reiunar os boleados, isso era ligeiro com um talho de faca por detrás , na raíz da orelha, esta caia pra diante, e sobre o olho, o sangue tambem ajudava, porque escorria e se empastava nas clinas, e podia ser potro cru e malevaço que ali no mais dava o cacho, podia fazer-se dele sinuelo.

quando ERA PARA LIMPEZA , então tocava-se a eguada sobre um apertado qualquer, sobre uma sanga bem funda, grota, manantial, sumidouro, e atirava-se aí para dentro toda bagualada, que, do lance em que vinha, toda se afundva, amontoava, esmagava e morria, sem poder recuar, perdida pela sua própria  brabeza, empurrada pelas pechadas dos que vinham, sarapantados, pocados de trás!...
e o resto que se desguaritava e que se podia ainda apanhar a laço e bolas, esse degolava-se.
Dessa feita, nos campos do major Jordão matamos pra mais de seis mil baguais. e cada gaúcho, na despedida, foi tocando por diante a sua tropilha nova.
Hoje...onde é que se faz disso?
é verdade que há muitas coisas boas, isso é evrdade, mas ainda não há nada como antigamente, tomar mate e correr eguada.
XÔ-mico!...Vancê veja....eu até choro!...
ah! tempo!.....


obs:como este texto é de 1912, praticamente temos que consultar um dicionário ou  entender as palavras por "semelhança".

o termo PARAR RODEIO VEM DESTA PRÁTICA DE REUNIR A PEONADA PARA CADA ESTANCIEIRO SEPARAR E MARCAR O QUE CONSIDERASSE SEU GADO, PASSAVA SR SUA MARCA, DE SUA PROPRIEDADE.
Parar rodeio, Reunir o gado no rodeio para marcar, castrar, examinar, etc
definição no dicionário: