GUERRA GUARANÍTICA

GUERRA GUARANÍTICA
A RESISTÊNCIA

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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A PENÍNSULA IBÉRICA PREPARA O MASSACRE DOS POVOS INDÍGENAS

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MODO DE CAVALGAR DOS ÍNDIOS MISSIONEIROS

Os exércitos europeus treinados e disciplinados para o combate nas guerras européias e dispondo dos melhores armamentos existentes naquela época, confrontavam-se com índios praticamente indefesos. considerando-se ainda , a superioridade em número d ehomens que contava a favor dos exércitos ibéricos.
O exército espanhol contava de 1670 homens de tropa regular, 500 gastadores(gente de serviço que trabalhava nas fortificações) canhões de campanha e um parque bem provido de víveres e munições. E o exército portug~es que levantou seus quartéis do Rio Grande, contava com 1606 homens, 10 bocas de fogo, 152 carretas, 3 carros depólvora, 3.670 cavalos, 2823 rezes de abasto, 1816 bois para tração e 375 bestas muares. Totalizaram essas forças mais de 3.700 combatentes que se iam enfrentar com menos d e1.700 índios, mal armados, incapazes de enfrentar a terrível máquina movida pelo inimigo que entrava em ação com 19 canhões.
Em torno disso não era difícil arriscar  antecipadmente com uma boa margem de acerto, o resultado desse grande impasse.

O TRATADO DE MADRID

Como vimos anteriormente ao longo dos séculos diversos tratados foram firmados entre Portugal e Espanha para dividir as terras "conquistadas" mas para os nativos da America do sul a coisa começou a ficar feia mesmo após o TRATADO DE MADRID, firmado em 13 de janeiro de 1750, entre o rei de Portugal D.João V e Fernando VI da Espanha.
Este tratado foi planejado por ALEXANDRE DE GUSMÃO, ministro de D.João V. Ele conseguiu convencer o monarca que convinha a portugal uma porção do território das Missões do Paraguai, que eram 30 aldeias situadas no centro e na zona superior dos rios Uruguai, Paraná e Paraguai. Dessas 30 reduções sómente 8 se acham dentro do território da atual República do paraguai, enquanto 15 estão em território Argentino e 7 estão situadas no Brasil, especificamnete no Rio Grande do Sul.Isto lhe assegurava a fronteira natural, do que a distante COLONIA DO SACRAMENTO, constantemente ameaçada , exigindo caríssimas medidas de defesa, incompatíveis com os recursos bélicos de Portugal.
Gusmão convenceu o Rei de Portugal que, embora perdessem a COLONIA DO SACRAMENTO estas novas divisas abririam facilidades na possivel descoberta e exploração de jazidas de ouro no território
missioneiro e o rei de Portugal não via interesse algum aqui que não fossem interesses econõmicos.

EIS UM  DOS ARTIGOS QUE CONSTAVA NO TRATADO DE MADRID:

"Das povoações ou aldeias que cede sua MAGESTADE  CATÓLICA  NA MARGEM ORIENTAL DO URUGUAI,  sairão os MISSIONÁRIOS (jesuítas) com todos os móveis, e efeitos, levando consigo OS ÍNDIOS  para aldear em outras terras de Espanha, e os referidos INDIOS   poderão levar também todos os seus móveis e semoventes, e as ARMAS, pólvora e munições que tiverem, em cuja forma entregarão as povoações à COROA DE PORTUGAL , com todas as suas casas, Igrejas e Edifícios e a propriedade e posse do terreno....!
O Território cedido da Espanha para Portugal compreendia os 7 POVOS DAS MISSÕES: SÃO BORJA, SÃO NICOLAU, SÃO MIGUEL,SÃO LUIS GONZAGA, SÃO LOURENÇÕ,SÃO JOÃO BATISTA,SANTO ANGELO, que eram trabalhados pelos jesuítas desde o ano de 1682!

Aí começou o conflito deveras, os jesuítas haviam já organizado todo este povo, pode-se dizer um exemplo de bem estar e organização social, deixando de lado algumas normas da Igreja Católica de então, mas viviam bem, muito bem, se desenvolvendo em todos os aspectos espirituais e humanos.
Os portugueses  e espanhóis sabiam que haveria resistencia e se prepararam para fazer cumprir o TRATADO à força, se fosse necessário.
No ano de 1732 a população dos SETE POVOS  contava com  39.343 "almas"- almas- era a forma de designar os indígenas.

Além disso deram prazo de apenas um ano para efetuar a mudança!
Nesta época a Europa não tinha a menor idéia para compreender  a dimenção do problema da execução deste Tratado, longe demais para entender a dimensão deste negócio!

mapa dos movimentos dos exércitos indígenas e espanhóis e portugueses.
Começa aí uma série de manobras por parte dos padres jesuítas, tentando retardar ou reverter a situação, os indígenas recusaram-se a obedecer esta ordem, Portugal e Espanha juntaram-se em armas para fazer cumprir o TRATADO e ainda no meio de tudo isso a ORDEM DA COMPANHIA DE JESUS mandou um representante, com o aval DO SUMO PONTÍFICE PARA FAZER CUMPRIR AS ORDENS! FOI O COMEÇO DE DIVERSAS CAMPANHAS QUE CULMINARAM   COM A GUERRA GUARANÍTICA, LEVANDO OS INDIOS DESVANTAGEM POR NÃO TEREM ARMAS PARA ENFRENTAR OS DOIS EXÉRCITOS.

























sul







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sexta-feira, 20 de agosto de 2010

PORTUGUESES E ESPANHÓIS-UM SECULO SEM TRÉGUA

PELA POSSE DESTA TERRA PORTUGAL E ESPANHA MANCHARAM O PAMPA DE SANGUE

7 de agosto de 1680
sete meses depois da fundação da COLONIA DO SACRAMENTO a mesma é destruída pelos espanhóis.Em 7 de maio de 1681 é devolvida a Portugal pela intervenção do Papa

17 de outubro de 1704

Sitiada, a Colonia resiste até15 de março de 1705, quando os portugueses abandonam o lugar.É devolvida a Portugal pelo TRATADO D E  UTRECHT DE 1715

10 de novembro de 1735
Novo sítio espanhol. O armistício é assinado em 21 de março de 1737. e confirmado pelo TRATADO DE MADRID DE 1750

6 de outubro d e 1762
Depois de 16 meses sitiada  a COLONIA DO SACRAMENTO é tomada pelos espanhóis, mas volta aos portugueses 25 dias depois.o TRATADO DE PARIS  de 1763 confirma.

1 de outubro de 1776

Atacada, SACRAMENTO se rende em 31 de maio de 1777.No mesmo ano o TRATADO DE SANTO ILDEFONSO ratifica sua posse pelos espanhóis.em troca, os portugueses ganham a REGIÃO DOS SETE POVOS DAS MISSÕES.

NESTE TEMPO NÃO LEVARAM EM CONSIDERAÇÃO QUE INDÍGENAS E JESUÍTAS ESTAVAM ORGANIZADOS EM SUAS REDUÇÕES. EXIGIDA A RETIRADA DOS JESUÍTAS COM SEUS INDÍGENAS, QUE PERTENCIAM AOS ESPANHÓIS, O CONFLITO AGORA É ENTRE INDÍGENAS E JESUÍTAS CONTRA PORTUGAL E ESPANHA UNIDOS.É A GUERRA.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

BOLEADEIRAS

O QUE ESCREVEU JOÃO SIMÕES LOPES NETO SOBRE AS TRIBOS DO RIO GRANDE DO SUL

PINTURA DE INDIO CHARRUA



SOBRE AS TRIBOS RIOGRANDENSES





"Estava assim espalhada a população indígena do Rio Grande do Sul \; os MINUANOS estanciaram desde a lagoa Mirim até a margem direita do rio Camaquã e subiam pela esquerda do Jaguarão até o rio negro. Os TAPES estendiam suas tabas desde a lagoa dos PATOS(UPAVA) entre os rios Camaquã e Jacuí , prosseguindo para o norte entre Taquari e o ijuí-mirim, ainda sobre a dita lagoa e o ar.Os CARIJÓS OU PATOS) e do lado oposto os ARACHANES E CANANS, sobre o rio IBICUÍ-GRANDE E O URUGUAI para o norte os TAPES, nos campos da VACARIA OS CAÁGUAS, ao longo do rio Caí até o GUAIRA, VIZINHOS DOS BANHADOS DO iNHATIUM OS IAROS e ainda ao sul do IBICUÍ os GUENOAS e para oeste os CHARRUAS, dominando entre os rios NEGRO, QUARAIM E O URUGUAI.





Não são estes, como geralmente se há entendido, nomes distintos de raças ou nações, porém, apenas significativos ou apelidos meramene locais e referindo-se ou ao sítio habitado ou a costume ou feição mais peculiar a cada grupo. Estes diversos povos, com o decorrer do tempo, por motivo de intromissão dos europeus, se foram entrelaçando e fundindo ou arredando-se, de forma a não er desarrazoado tratar como principal para tipo geral, os guaranis, como os mais numerosos e organizados e depois os tapes, charruas e minuanos.





1-GUARANIS- eram de estatura média, reforçados e bem feitos, de cor acobreada. Tinham os sentidos muito apurados, olfateando DESDE MUITO LONGE A FUMAÇA E O FOGO, A CATINGA DO JACARÉ, E OUVINDO A CASCAVEL E O PISAR DO TIGRE, MUITO ANTES DE VER OS ANIMAIS.

Usavam a pesca também a ubá, canoa, feita de casca de certas árvores de grande porte.

Nenhuma cerimonia especial precedia o casamento, com a mesma facilidade com que tomavam mulher trocavam-na por outra, em certas ocasiões ofereceiam qualquer das suas mulheres a um amigo ou hóspede, este, ao partir, devia restitui-la.





No seu entender só ao pai se devia a vida do filho, sendo a mãe considerada apenas como guarda ou depositária da prole. A mulher depois de dar á luz ia com o filho lavar-´se no rio e continuava a lida diária, sem maior resguardo, em contra, conservava-se o marido deitado na rede e se abstinha de certas comidas.





Desde cedo ensinavam os rapazinhos o uso das armas e a maneira de fabricá-las.

Havia entre os da mesma tribo verdadeiro comunismo, nenhum comia ou bebia sem repartir com os demais.





Não conheciam a propriedade de terras ou de bens da raiz, nenhum possuia um campo como propriedade particular, era só enquanto lhe convinha ocupá-lo, temporariamente , como um bocado de sol ou a sombra de uma árvore.





2-TAPES- tinham os costumes comuns aos guaranis e habitos mais sedentários, sendo também de mais branda índole e entregavam-se boamente à catequese dos jesuítas e constituira,para diante, amalgamados aos guaranis , o povo sociável ás MISSÕES ORIENTAIS.





3-CHARRUAS E MINUANOS- corre em crônica que um inca , e tempo anterior à descoberta do NOVO MUNDO, tendo trazido uma invasão e conquista até a província argentina de TUCUMÃ , adiantaram-se forças suas até as margens do RIO DA PRATA, onde encontraram tribos índigenas, provávelmente de origem andina ,, que denominara CHARRUBAS, QUE EM LÍNGUA QUÍCHUA QUER DIZER RIBEIRINHOS.





E não é despropositado o aceitar-se a versão, atendendo a que os selvagens do Prata deram aos primeiros navegadores europeus a notícia da longinqua civilização e riqueza do império do sol que não era outro senão o PERU.

ERAM CHARRUAS E MINUANOS os dominadores das coxilhas. Usavam longos cabelos e trançados e cingiam a cabeça com um cocar de plumas de nhandú, vestiam-se de tangas de penas ou mantas( caipi)de peles de quadrupedes , muito bem sovados e que tingiam pela parte do carnal que era a que ficava para fora. Eram muito resistentes ao frio, à fome e à sede, agilissimos na carreira , um tanto nõmades, cada tribo ou bando de cinquenta famílias mais ou menos, carregavam as cobertas dos toldos, feitas de esteiras de táboas ou de couros e os demais apetrechos.

Quando após a ocupação, começaram os índios a ver os espanhóis a cavalo e servindo-se deles para a guerra e para o transporte trataram também de se apropriarem destes animais e tornaram-se admiráveis cavaleiros, montando em pêlo e sem freio, empregando em vez deste um anel(bocal) de guasca ao qual prendiam as rédeas pelo seu modo de domar, o cavalo cede para os dois lados, sob as rédeas unidas, ao passo que os europeus governavam puxando cada cana de rédea para o lado necessário.

De tal modo identificaram-se à montaria que SABIAM COMBATER ALINHADOS E FAZER CARGAS DE LANÇAS!

Os cavalos eram primorosamente amansados, uma das astúcias de guerra, que empregavam era de aproximar-se deitados sobre o dorso do cavalo ou sobre um dos lados, segurando-se às crinas, e cair, de improviso sobre o inimigo despercebido!





Na guerra e na caça gostavam de fazer as suas correrias nos lugares descampados. Os Charruas inventaram e atiravam eximiamente as boleadeiras , que faziam de pedras entalhadas , e bem assim o laço, aparelhos que empregavam também como arma.





quando os jesuitas vindos das Reduções de Guairá, lançaram com o acolhimento dos TAPES as primeiras capelas dentre IBICUÍ-IJUÍ grande, e trouxeram lotes de cavalos e vacuns, os CHARRUAS já conheciam estes animais. "









CONSIDERAÇÕES:

COMO OS INDIGENAS COSTUMAVAM TER QUANTAS MULHERES PUDESSEM SUSTENTAR, ESTA FOI UMA LUTA DURA PARA OS PADRES JESUÍTAS, PODE-SE DIZER QUE INGLÓRIA.



OUTRA LUTA FOI A DE "ENROUPAR" OS INDIGENAS. ELES SE SENTIAM PRESOS ÁS ROUPAS-UNIFORMES- CONTA-SE QUE FUGIAM E FICAVAM UM TEMPO FORA, DIZENDO QUE IAM CUIDAR DE DETERMINADAS ESTÃNCIAS DOS JESUÍTAS OU FAZER ALGUMA TAREFA E APROVEITAVAM PARA VOLTAR AOS SEUS COSTUMES, ÁS SUAS VESTES.



ESTES INDIOS, BONS CAVALEIROS, CHAMADOS DE VAQUEANOS OU TAPEJARAS POSTERIORMENTE AJUDAVAM OS JESUITAS NAS LIDES COM O GADO E DEPOIS DA DESTRUIÇÃO DOS SETE POVOS DAS MISSÕES MISTURARAM-SE COM OS PEÕES DAS FAZENDAS QUE PRECISAVAM DE BONS VAQUEIROS E DE BONS DOMADORES DE CAVALOS.

NO RIO GRANDE DO SUL AS ÚNICAS NAÇÕES INDÍGENAS QUE SOBREVIVEVEM ATÉ HOJE SÃO UNS POUCOS GUARANIS E OS KAINGANGS EM MAIOR NUMERO, COMO ERAM MAIS FEROZES E VIVIAM NAS MATAS MAIS AFASTADAS.



Postado por Ana Maria às 15:00 0 comentários:



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MAPA DA LOCALIZAÇÃO DAS TRIBOS NO RIO GRANDE DO SUL

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Grupo Cavera - Homens de Preto-

NÃO FOI DEUS QUE FEZ OS HOMENS DE PRETO, MAS ELES É QUE SE FIZERAM DE "PRETO". ESTA MUSICA  TEM UM SIGNIFICADO PROFUNDO, A IMPIEDADE DOS HOMENS DO TEMPO PASSADO E DO TEMPO PRESENTE.

OS RIOS DA MINHA VIDA

CATARATAS DO IGUAÇU

OS RIOS DE MINHA VIDA

O RIO PARANÁ FAZ PARTE DA HISTÓRIA DAS EXPEDIÇÕES DESDE O DESCOBRIMENTO

OS RIOS EM MINHA VIDA

O RIO URUGUAI SEMPRE FOI  TRANSPORTE FLUVIAL, OU LEGAL OU DE CONTRABANDO 

OS RIOS DA MINHA VIDA

AQUI O NANETTO PIPETTA MORREU AFOGADO....ALÉM DISSO AQUI TRABALHAVAM MEUS ANTEPASSADOS NA CONSTRUÇÃO DE ESTRADAS DE FERRO....É O RIO DAS ANTAS

OS RIOS DA MINHA VIDA

RIO CARREIRO, AQUI TAMBEM MEU PAI IA PESCAR

OS RIOS EM MINHA VIDA

RIO SÃO DOMINGOS, MEU PAI PESCAVA NESTE RIO
EU AMO OS RIOS E TEMO O MAR...TALVEZ PORQUE EU SEJA UM POUCO COMO OS RIOS, AS VEZES CALMOS, SERENOS, SEGUINDO SEU CURSO, AS VEZES REVOLTOS, FURIOSOS LEVANDO TUDO POR DIANTE....

OS RIOS QUE FORMAM O RIO DA PRATA

OS RIOS QUE FORMAM O PRATA:
PARANÁ E URUGUAI


O RIO PARANÁ
O rio Paraná ('parecido com o mar', do tupi para (mar) e na (se parece com) é um rio sul-americano que nasce entre os estados de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, no Brasil, na confluência de dois importantes rios brasileiros: o Grande e Paranaíba. O Rio Paraná corre aproximadamente no eixo central da Bacia do Paraná, uma ampla bacia sedimentar.




Em seu percurso, banha também o estado do Paraná, adquirindo uma extensão total de 3.998 km, que lhe renderia o posto de o nono rio mais extenso do mundo, caso fosse contado o trecho do rio Paranaíba. O rio Paraná demarca a fronteira entre Brasil e Paraguai numa extensão de 190 km até à foz do rio Iguaçu.



A partir de Foz do Iguaçu, o rio muda para direção oeste e passa a ser o limite natural entre Argentina e Paraguai. Na confluência do rio Paraguai o rio entra inteiramente em terras argentinas e passa a percorrer a direção sul, desaguando no delta do Paraná e, conseqüentemente, no Rio da Prata

rio paraná
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rio uruguai
URUGUAI

O rio Uruguai forma-se nas nascentes na Serra Geral em cotas aproximadas de 1800 m com o nome de Rio Pelotas. Somente após receber as águas do Rio Canoas passa a se chamar Rio Uruguai indo na direção geral leste-oeste, até receber, pela margem direita, as águas do Rio Peperi-Guaçu, quando começa a infletir para sudoeste, servindo de fronteira inicialmente entre Brasil e Argentina, até receber o rio Quaraí, afluente da margem esquerda e que atua como fronteira entre o Brasil e o Uruguai.



Depois de receber as águas do rio Quaraí, o rio Uruguai continua para o sul até a localidade de Nueva Palmira, onde deságua no rio da Prata. Sua extensão total é de 1770 km. Note que desde a junção de seus formadores até a foz do Quaraí são um total de 1262 km, ficando os restantes 508 km do rio Uruguai correndo inteiramente entre terras uruguaias e argentinas. Se for considerado a extensão do Rio Pelotas, sua extensão chega aos 2150 Km. Seu desnível total é de 24 cm/km.


rio da Prata
RIO DA PRATA
rio da Prata é o estuário criado pelos rios Paraná e Uruguai, formando sobre a costa atlântica da América do Sul uma muesca triangular de 290 quilômetros de largura. A bacia hidrográfica combinada do Rio da Prata e seus afluentes (os rios Lujan, Matanza, Samborombón e Salado do Sul) possui uma superfície de aproximadamente 3 200 000 km².




Corre de noroeste a sudeste e mede dois quilômetros de largura no ponto que se toma como origem. No ponto onde as águas deixam de ser doces e se convertem no Oceano Atlântico sua largura é de 219 quilômetros. O limite exterior do Rio da Prata está determinado pela linha imaginária que une Punta del Este (República Oriental do Uruguai) com Punta Rasa no extremo norte do Cabo San Antonio (República Argentina

A COLONIA DO SACRAMENTO E O RIO DA PRATA

O rio da Prata era chamado pelos Guaranis de PARANÁ-GUAÇU=MAR GRANDE

este rio fascinou os navegadores que desciam até o extremo sul, explorando a costa. Muitos acreditavam que poderiam alcançar o PACÍFICO, navegando por suas águas. Dois portugueses, Nuno Manoel e Cristóvão de haro foram os primeiros a entrar no estuário, já em 1513. Mas foram acossados por ventos e retornaram  , até porque aquela era uma área espanhola, de acordo com o TRATADO DE TORDESILHAS, ainda em vigor. a Espanha manda Juan dias Solis assinalar a posse do estuário.Solis faz o reconhecimento, ergue um marco e retorna à espanha levando quatro índios charruas,.Solis volta um ano depois, sem trazer de volta os charruas-provavelmente haviam morrido-Quando entra no estuário vê um grupo de índios acenando. Acha que são gestos amistosos, desembarca numa canoa com dois oficiais e oito soldados da tropa. Mal tocam o pe na terra são massacrados pelos charruas.só um grumete chamado Francisco Puerto escapa. A partir deste episódio o estuário passou a ser chamado de Rio de Solis. Não cessam as viagens de expedição. Sebastião Caboto percorre todo o rio, até o paraná e encontra náufragos e e sobreviventes de várias expedições vivendo com os índios.Caboto vai até o Paraguai, seguindo pelos rios e aí conhece a lenda da serra da prata=seriam as minas  de prata de   Potosi  no Peru. De volta espalhou a notícia pela Europa, e o rio passou então a chamar-se de RIO DA PRATA.
Em 1640 quando  os reinos de Portugal e espanha se separaram engrossou a disputa pelo território.
Por conta disso os espanhóis querem alijar os portugueses do comércio do Prata. Portugal busca então apoio na Inglaterra. em 1676 o Papa estende o bispado do RIO DE JANEIRO ATÉ O RIO DA PRATA.
Era o sinal que Portugal esperava. No mesmo ano, o rei doa ao VISCONDE DE ASSECA e seu filho as terras que se estendiam de LAGUNA PARA O SUL ATÉ PO PRATA. E quatro anos depois, em janeiro de 1680 manda uma expedição chefiada por MANOEL LOBO para fundar a COLONIA DO SACRAMENTO, defronte a BUENOS AIRES. Durantea sua atribulada existência, a COLONIA DO SACRAMENTO desviaria para o BRASIL enormes quatidades de PRATA, OURO EM TROCA DE ESCRAVOS NEGROS E AÇÚCAR.

domingo, 15 de agosto de 2010

A BRIGA ENTRE OS PORTUGUESES E ESPANHÓS DUROU UM SÉCULO

Em vista do abandono do território de que de Laguna  se estende ao Rio da Prata, o governo portugues resolveu criar um posto militar no extremo do rio da Prata para guardar a fronteira portuguesa na América. Assim, o governador do Rio de Janeiro D. Manuel Lobo, funda a COLONIA DO SACRAMENTO NA MARGEM ESQUERDA DO RIO DA PRATA, EM 1680.

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este mapa msotra tambem  Montevidéu
Com a fundação da Colonia do Sacramento pelos portugueses, o comandante de Buenos aires D.JOSÉ DE GARRO manda preparar um exército de espanhóis, crioulos e índios Guaranis. Estabelecido a pouca distancia da Colonia, tinha a missão de cortar-lhe as comunicações com o interior e de afugentar as reses que porventura  pudessem servir de alimento aos portugueses.
Muito em breve a Colonia do Sacramento vai ver desaparecer o otimismo marcante dos primeiros tempos da fundação, devido à falta de víveres, pelo fato de o local estar exposto à vigilância hostil das autoridades castelhanas( do Reino de Castela-Espanha) , o que torna inviável a possibilidade de conseguir auxilio de algum povoado luso-brasileiro.

diante destas coisas, os portugueses planejaram sua resistência ao boicote liderado pelos espanhóis. Mas essa resistência  era muito dificultada pela superioridade numérica do adversário e pela fome e doença que começam a se instalar entre os soldados.

Os espanhóis atacam o reduto portugues com uma tropa de 2000 espanhóis e 3000 indios e em menos d euma hora, os inimigos estavam em posse do local.

Os portugueses, desolados com esse desfecho, fazem chegar a Lisboa as notícias do ataque das forças inimigas e obtêm assim, uma reação imediata das autoridades.
O governo de Lisboa entrega u ultimato a Madri, exigindo uma reparação pelos danos causados à COLONIA DO SACRAMENTO e a imposição de castigo ao governador de Buenos aires por violar a paz.

O que pesou na balança , na verdade, era o fato da Espanha se encontrar em guerra com a França naquele momento, e temendo que os portugueses se aliassem à mesma, os espanhois aharam por bem acatar as reclamações dos portugueses.

Foi assim assinado em 7 de maio de 1681 um tratado chamado de PROVISIONAL, que reparava a ofensa à soberania portuguesa sobre a marge norte do Prata. Seriam restituidos armas, artilharia, munição, ferramentas e artefatos de guerra, fazendo o mesmo com os prisioneiros, e ainda cabia às deliberações do acordo advertir Buenos Aires com severidade pelos excessos que esse cometeu no Prata.

Entretando, nesta disputa sobre a posse desta área a decisão definitiva cpoube ao SUMO PONTÍFICE, que teve prazo de um ano para se manifestar e foi favorável aos portugueses.

papa Benedictus Quartus =Bento XIV, nome de batismo PROSPERO LORENZO LAMBERTINI
No entanto, isto eram apenas panos quentes, pois Buenos Aires, prejudicado pelos portugueses da COLONIA DO SACRAMENTO em seu contrabando de gado, couro e prata peruana queriam de todo modo livrar-se da incômoda vizinhança.




A FUNDAÇÃO DA COLONIA DO SACRAMENTO EM 1680

PALCO DE DISPUTAS ENTRE PORTUGAL E ESPANHA: BUENOS AIRES, DOS CASTELHANOS E A COLONIA DO SACRAMENTO DOS PORTUGUESES


Exemplo de Estuário: Rio da Prata.Um estuário é a parte de um rio que se encontra em contato com o mar. Por esta razão, um estuário sofre a influência das marés e possui tipicamente água salobra

estuario do rio da Prata

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

The Mission OST- La Misión BSO- Ennio Morricone

PORTUGUESES E ESPANHÓIS FAZEM JOGO DE ESPERTEZA

FUNDAÇÃO DO RIO DE JANEIRO-QUADRO
CARLOS II, REI DA ESPANHA E 1672
A pretensão portuguesa de conquistar a margem sul do Prata, povoada pelos castelhanos exigia gastos e esforços incompatíveis com a situação do reino portugues. Achava-se mais conveniente a ocupação das terras da margem norte do prata que se estendia  aosconfins da Capitania de São Vicente e que estava sob o domínio dos jesuítas e dos índios. Na década de 1670 chegara muitas informações ao rei da Espanha, fornecidas em muitos casos por moradores de Buenos Aires sobre  a BANDA ORIENTAL DO URUGUAI. em 1672, o CONSELHO ULTRAMARINO, que supervisionava os negócios da colÓnia portuguesa na América, dá parecer para que o Governador do Rio de Janeiro, General João da Silva e souza, promova o estabelecimento de uma povoação na margem setentrional do prata, ainda em litigio. Assim, em 1673, um ano depois, chegam a Buenos aires notícias sobre a consulta e resolução da posse das ilhas de Maldonado e Terra Firme.Mas a ameaça do expansionismo portugues para o sul sugere às autoridades espanholas em Buenos Aires a idéia de anteceder aos portugueses no local, com um núcleo de povoamento. Querem os espanhóis fundar, na regiao, uma doutrina dirigida pelos PADRES DA COMPANHIA DE JESUS, que serviria permanentemente de defesa ao porto de BUENOS AIRES.

mem de sá, governador geral do brasil  de 1567 a1568
*NOTA:




Entre 1565 (fundação) e 1763 (transferência da sede da administração colonial, de Salvador para cá), a cidade do Rio de Janeiro foi administrada pelos Capitães-Governadores e, eventualmente, pelos Governadores Gerais do Brasil. Entre 1763 e 1808, este encargo passou aos Vice-Reis. Entre 1808 e 1815 foi sede da Monarquia portuguesa e entre 1815 e 1822, sede do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve. De 1822 a 1831 comandou-a o Imperador D. Pedro I e, em seguida, os Regentes do Reino.