GUERRA GUARANÍTICA

GUERRA GUARANÍTICA
A RESISTÊNCIA

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terça-feira, 21 de junho de 2011

ESBOÇO DE BIOGRAFIA DE ANDRÉ FERNADES

 

André Fernandes

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Capitão André Fernandes de Santana do Parnaíba, foi sertanista de renome nos meados do século XVII em São Paulo. Silva Leme, que o chama Paulista e dos maiores sertanistas, descreve sua família no volume VII Pág. 225 (Tít. Fernandes) de sua «Genealogia Paulistana». Filho de Manuel Fernandes Ramos e de Susana Dias, nasceu por volta de 1578. Era seu irmão o sertanista Domingos Fernandes.
Órfão de pai em 1589, acompanhou a mãe e o tio Belchior Dias Carneiro para as terras virgens de Parnaiba onde o capitão-mor Jorge Correia deu sesmaria aos ditos povoadores - doação aumentada com as sesmarias requeridas pelo segundo marido de Susana, Belchior da Costa, em 26 de dezembro de 1610.
Nestes limites, à margem esquerda do rio Anhembi, André Fernandes ergueu mais tarde a capela de Santana, e tendo devassado os sertões vizinhos, pesquisando ouro, obteve para si uma sesmaria limítrofe em 23 de setembro de 1619. Formou-se um povoado em torno da capela, depois feita matriz , e a 14 de novembro de 1625 foi criada a vila de Parnaíba por provisão do conde de Monsanto, donatário da capitania
Em novembro de 1613 André Fernandes partiu de São Paulo na chefia de uma bendeira que foi ao sertão que hoje sabemos ter sido goiano, do rio Paraupava, com 30 companheiros, bandeira essa determinada pelo provedor das minas, Diogo de Quadros.
Em 1623 recebeu patente de Capitão da infantaria da ordenança de São Paulo e foi escolhido para chefiar a «monção» que levaria D. Vitória de Sá, da família de Salvador Correia de Sá, à cidade de Assunção.
Tomou depois parte na arrancada paulista contra o Guairá em 1628, e permanecendo nesta guerra até fins de 1632. «Uno de los maiores piratas y más cruel matadores de indios que fueron al certon», diz dele um cronista jesuíta.
Esteve na bandeira de Francisco Bueno que em 1637 atacou diversas reduções no sertão do Taipe, atual Rio Grande do Sul. Morto Francisco Bueno, a tropa foi dividida entre Jerônimo Bueno e André.
André Fernandes investiu contra as reduções do Tape e começou o ano de 1638 atacando duramente a redução de Santa Teresa, noroeste do rio Taquari. Com isso os jesuítas foram expulsos para além do rio Uruguai, não lhes restando mais que aldeias sobre o rio Ibicuí, mais a sudoeste.
Sofreu grande revés em Caazapamirim no final de 1638 e retornou a São Paulo. Chegou à vila em março de 1639, doente e abandonado por seus índios, apenas com a gente de seu filho Jorge Fernandes. Em 19 de abril de 1641, já restabelecido, assinou procuração dos moradores de Parnaíba ao capitão Antônio Raposo Tavares para os representar junto ao Rei.
Fez testamento em 29 de setembro de 1641 em que diz ter 63 anos e que seu único filho legítimo era o Padre Francisco Fernandes de Oliveira, deixando como filhos naturais Catarina Dias, Jorge Fernandes, Margarida Fernandes e Maria Fernandes.
Em 1643 foi fundada a vila da Parnaiba, sendo o mosteiro de São Bento doação do capitão André Fernandes: 1643 é assim o ano em que emerge, com caráter de povoação, o antigo aldeamento jesuítico de São José do Paraíba ou São José dos Campos, como se dizia então.

OBSERVAMOS QUE ESCREVERAM PROVÍNCIA DO TAIPE AO INVÉS DE "TAPE" E TAMBEM QUE ELE FOI UM DOS MAIS CRUÉIS PIRATAS E MATADORES DE ÍNDIOS.

MISSÕES JUSUÍTICAS-SEGUNDA PARTE

SEGUNDA PARTE REDUÇÕES JESUÍTICAS

Expulsos os padres espanhóis pela bandeira de André Fernandes desta região de Passo Fundo (ano de 1637) aqui era ainda só mato,os que mais permaneceram foram os Kaingangs, que são em maior numero no Rio Grande do Sul, aqui existem poucos Guaranis. Os Kaingans salvaram maior numero de indivíduos porque eram mais selvagens e ferozes e da floresta,eram  os tapuias, ou escravos, enquanto os guaranis habitavam as melhores terras, as margens dos grandes rios.
Também não podemos endeusar os indígenas, quando os Bandeirantes passavam, eles , os bandeirantes eram muito espertos e sabiam falar fluentemente a linguagem dos indígenas, se sabiam que uma tribo era inimiga da outra negociavam com esta a compra do que chamava de “almas”, era assim que os Bandeirantes e também os padres  chamavam os ditos “gentios”, compravam  por pouco e nada, por  espelhinhos, facas, algumas roupas......Existia deveras esta prática também entre os indígenas.
Neste livro Passo Fundo das Missões  está descrito um relato da volta dramática de André Fernandes, depois que daqui expulsou os padres espanhóis, criou o entreposto e deixou seu filho padre Jesuíta, chamado  Francisco  que permaneceu aqui durante 40 anos, este  lugar de passagem(entreposto),voltou para São Paulo. Com o tempo formou-se aqui a cidade que é hoje Passo Fundo.
O relato:
"REGRESSO DRAMÁTICO DE ANDRÉ FERNANDES:

O PE. Inácio de Sequeira, em página inolvidável, contida na  História da Companhia de Jesus no Brasil, de Serafim leite, volume VI, capítulo “DERRRADEIRAS MISSÕES DOS PATOS” –NARRA  A TRAGÉDIA DOS ÍNDIOS APRESADOS, TANGIDOS COMO ANIMAIS,DESTES CONFINS DO BRASIL,ATÉ O Planalto piratiningano.(Piratininga-São Paulo)
“Vendo-se assim apartar tão cruelmente não só da pátria maviosa em que nasceram, em que se tinham criado, mas ainda dos filhos caros-que sempre foram, para toda a nação, os mais doces penhores do mais terno sentimento-dos quais uns ficavam pelos matos, embrenhados, onde, para fugirem das unhas desumanas dos portugueses, iam cair nas dos tigres carniceiros....Basta dizer que um português, que descera do sertão, com muita gente, chegando à praia(Laguna) ,só em um lugar lhe morreram quase duzentas almas, cujos corpos inteiros (e muitos deles deitados em suas redes, mirrados dos grandes ventos e frios que os não deixavam apodrecer –ali estavam:criancinhas mortas aos peito das mães.... E deste caso se verá que, para os portugueses trazerem doze mil “carijós” cada ano, hão de partir do sertão com vinte e quatro mil....
Também acontece, que, ás vezes, não podendo as criancinhas aturar o passo apressado...se chegam  a elas os portugueses , e com uma desumanidade de mais que feras lhes partem as cabeças com as espadas,para que  as mães não se atrasem no caminho."
Na história de  Passo Fundo e o Rio Grande do Sul  existe esta memória triste da conquista, da luta pela posse da terra entre os portugueses e os espanhóis e no meio deles  toda esta população de indígenas, vitimas  de todos eles. Este passado triste de destruição  que faz parte da História do Rio Grande do Sul, da Redução de Santa Teresa  das Missões. Deste pequeno relato temos  ainda muito à estudar.

indigenas carijós_ eram assim chamados , conta´-se , os indígenas que habitavam às margens da lagoa dos Patos no Rio Grande do Sul. a origem do nome "carijós" significa "tirado do branco", diz a história que uma nau portuguesa naufragou na costa  riograndense e 4 portugueses que se salvaram passaram a conviver com uma tribo de guaranis e mesclando-se com eles formaram esta população que não era somente de sangue indígena, mas já mesclado com o portugues.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

biografia do bandeirante RAPOSO TAVARES

PARA TER UMA IDEIA DO QUE ERA UM BANDEIRANTE!


Raposo Tavares

Bandeirante paulista do século XVII nascido em São Miguel de Beja, Portugal em 1598. Em 1628 convicto de que lucros ambiciosos jaziam no sertão, desafiando a coragem dos audaciosos, Raposo dedicou-se a organizar uma bandeira que realizasse o seu sonho. Aprontou uma das maiores e mais poderosas que foram organizadas. Em setembro Tavares deixou São Paulo, acompanhado de sua gente, que eram 3.000 homens. Tomando o caminho do Sul, e seguindo até alcançar as cabeceiras do Nordeste, fixou-se em pontos convenientes daquela região. Empenhou-se em assegurar a posse dos atuais Estado do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso; ocupados então pelas reduções jesuítas. Na confusão da luta, vários indígenas conseguiram fugir, indo refugiar-se no aldeamento jesuístico em Guaíra; em terras espanholas. O bandeirante não se conformou. Não podia deixar fugir assim aquele lucro esperado, certo de que afinal julgava merecido. Não hesitou, ordenou seus comandantes a capturar os fujões. Aquela povoação não ia abrigar mais nenhum índio medroso. Mandou incendiá-la completamente, capturando não só os que haviam refugiado, como também os 3.000 escravos indígenas que depois foram vendidos a outras capitanias brasileiras. Durante certo tempo os índios representavam o que de maior havia no sertão. Era muito mais fácil encontrá-los do que descobrir minas ou batear rios. Nome completo: Antônio Raposo Tavares





RELATO DO PRIMEIRO PERÍODO JESUÍTICO

RELATO DO PRIMEIRO PERÍODO DAS REDUÇÕES JESUÍTICAS EM PASSO FUNDO.


AQUI TENHO ESTE LIVRO PASSO FUNDO DAS MISSÕES,  É UM LIVRO RARO ESCRITO PELO PROFESSOR  PESQUISADOR JORGE  E.CAFRUNI, NÃO EXISTE MAIS  PARA VENDA, POR ISSO TENHO UMA CÓPIA DELE.
É TAMBÉM BASEADO NOS LIVROS DE ANTONINO XAVIER E OLIVEIRA E NARRA A ESTADA DOS PADRES JESUÍTAS AQUI EM PASSO FUNDO NA TENTATIVA DE FORMAR NOVAS REDUÇÕES.
 AQUI EM PASSO FUNDO A REDUÇÃO SE CHAMAVA SANTA TERESA, MAS DUROU APENAS QUATRO ANOS, POR ISSO NÃO CHEGARAM A ERIGIR TEMPLOS.
OS INDIGENAS QUE AQUI HABITAVAM ERAM CHAMADOS TAPES, MAS ERAM OS MESMOS GUARANIS E O CACIQUE SE CHAMAVA GUARAÉ OU QUARAÉ  QUE QUER DIZER “AQUELE QUE BATE FORTE” , ALGUNS O LIGAM AO NOME DO RIO QUARAÍ.
A TABA DO CACIQUE GUARAÉ FICAVA NO POVINHO DA ENTRADA OU POVINHO VELHO, BEM NA ENTRADA DE PASSO FUNDO, JUNTO ÀS NASCENTES DO RIO JACUÍ, na estrada que vai para Ciríaco, Lagoa Vermelha, vacaria.... E FOI ELE MESMO QUE MANDOU CHAMAR OS PADRES, POIS ACHOU BOA A ORGANIZAÇÃO  DE REDUÇÃO.
Os tapes dominavam  dali para a atual Passo Fundo, a outra parte que vai para Mato Castelhano,Campo do Meio,  era dominada pelos kaingangs, que eram inimigos dos Tapes.
Os Tapes – TAPE SIGNIFICA  “POVO GRANDE” – ficaram 4 anos apenas em contato com os jesuítas espanhóis, fundada em 1632 durou até 1637.
Os padres espanhóis introduziram o gado aqui nesta região de Passo Fundo, pois como as reduções da banda oriental do Uruguai já haviam sido destruídas eles tinham projetos de criar  aqui mais reduções. , mas que não se concretizaram.
Quando os padres voltaram do primeiro contato o cacique  Guaraé já tinha organizado a tribo em forma de redução, mas habitavam em ocas, toscos casebres.
Por aqui já andavam os Bandeirantes e na  véspera de natal estavam 4.ooo guaranis reunidos para a celebração , quando , de improviso chegou a Bandeira de André Fernandes,  chegou, entrou, participou da celebração e no final rendeu os padres espanhóis.
Os bandeirantes tinham interesses pessoais e para seus reis, suas coroas, que eram:
-procurar metais preciosos
-aprisionar índios e levá-los como escravos
-demarcação e povoamento do território
André Fernandes chegou na véspera de Natal trazendo consigo um padre jesuíta filho dele, chamado Francisco, português, que permaneceu AQUI POR 40 ANOS, DIZEM.
Criou um entreposto  aqui em Passo Fundo,  por onde passavam todos os bandeirantes  e depois os tropeiros que iam até o Uruguai, a Argentina e Peru, Bolivia  para as MINAS DE PRATA DO POTOSI.
Criado o entreposto e deixado o filho dele PADRE FRANCISCO,  JESUITA PORTUGUES   AQUI , ANDRÉ Fernandes  voltou para são Paulo, mas DIZEM, , morreu na viagem.
Quanto ao cacique Guaraé, não se sabe o destino, se fugiu, se foi morto, se foi aprisionado....
Os Bandeirantes  trabalhavam para o interesse de suas coroas, existe em São Paulo o busto de Raposo Tavares, que foi um dos maiores bandeirantes, mas a discussão, bandeirantes eram heróis ou bandidos?
Na verdade, eles estavam à serviço de seus reis , de suas coroas.
Então, a partir de 1637 é que começou o povoamento desta grande região, que era só mato.

sábado, 18 de junho de 2011