GUERRA GUARANÍTICA

GUERRA GUARANÍTICA
A RESISTÊNCIA

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terça-feira, 21 de junho de 2011

MISSÕES JUSUÍTICAS-SEGUNDA PARTE

SEGUNDA PARTE REDUÇÕES JESUÍTICAS

Expulsos os padres espanhóis pela bandeira de André Fernandes desta região de Passo Fundo (ano de 1637) aqui era ainda só mato,os que mais permaneceram foram os Kaingangs, que são em maior numero no Rio Grande do Sul, aqui existem poucos Guaranis. Os Kaingans salvaram maior numero de indivíduos porque eram mais selvagens e ferozes e da floresta,eram  os tapuias, ou escravos, enquanto os guaranis habitavam as melhores terras, as margens dos grandes rios.
Também não podemos endeusar os indígenas, quando os Bandeirantes passavam, eles , os bandeirantes eram muito espertos e sabiam falar fluentemente a linguagem dos indígenas, se sabiam que uma tribo era inimiga da outra negociavam com esta a compra do que chamava de “almas”, era assim que os Bandeirantes e também os padres  chamavam os ditos “gentios”, compravam  por pouco e nada, por  espelhinhos, facas, algumas roupas......Existia deveras esta prática também entre os indígenas.
Neste livro Passo Fundo das Missões  está descrito um relato da volta dramática de André Fernandes, depois que daqui expulsou os padres espanhóis, criou o entreposto e deixou seu filho padre Jesuíta, chamado  Francisco  que permaneceu aqui durante 40 anos, este  lugar de passagem(entreposto),voltou para São Paulo. Com o tempo formou-se aqui a cidade que é hoje Passo Fundo.
O relato:
"REGRESSO DRAMÁTICO DE ANDRÉ FERNANDES:

O PE. Inácio de Sequeira, em página inolvidável, contida na  História da Companhia de Jesus no Brasil, de Serafim leite, volume VI, capítulo “DERRRADEIRAS MISSÕES DOS PATOS” –NARRA  A TRAGÉDIA DOS ÍNDIOS APRESADOS, TANGIDOS COMO ANIMAIS,DESTES CONFINS DO BRASIL,ATÉ O Planalto piratiningano.(Piratininga-São Paulo)
“Vendo-se assim apartar tão cruelmente não só da pátria maviosa em que nasceram, em que se tinham criado, mas ainda dos filhos caros-que sempre foram, para toda a nação, os mais doces penhores do mais terno sentimento-dos quais uns ficavam pelos matos, embrenhados, onde, para fugirem das unhas desumanas dos portugueses, iam cair nas dos tigres carniceiros....Basta dizer que um português, que descera do sertão, com muita gente, chegando à praia(Laguna) ,só em um lugar lhe morreram quase duzentas almas, cujos corpos inteiros (e muitos deles deitados em suas redes, mirrados dos grandes ventos e frios que os não deixavam apodrecer –ali estavam:criancinhas mortas aos peito das mães.... E deste caso se verá que, para os portugueses trazerem doze mil “carijós” cada ano, hão de partir do sertão com vinte e quatro mil....
Também acontece, que, ás vezes, não podendo as criancinhas aturar o passo apressado...se chegam  a elas os portugueses , e com uma desumanidade de mais que feras lhes partem as cabeças com as espadas,para que  as mães não se atrasem no caminho."
Na história de  Passo Fundo e o Rio Grande do Sul  existe esta memória triste da conquista, da luta pela posse da terra entre os portugueses e os espanhóis e no meio deles  toda esta população de indígenas, vitimas  de todos eles. Este passado triste de destruição  que faz parte da História do Rio Grande do Sul, da Redução de Santa Teresa  das Missões. Deste pequeno relato temos  ainda muito à estudar.

indigenas carijós_ eram assim chamados , conta´-se , os indígenas que habitavam às margens da lagoa dos Patos no Rio Grande do Sul. a origem do nome "carijós" significa "tirado do branco", diz a história que uma nau portuguesa naufragou na costa  riograndense e 4 portugueses que se salvaram passaram a conviver com uma tribo de guaranis e mesclando-se com eles formaram esta população que não era somente de sangue indígena, mas já mesclado com o portugues.