GUERRA GUARANÍTICA

GUERRA GUARANÍTICA
A RESISTÊNCIA

VideoBar

Este conteúdo ainda não está disponível por conexões criptografadas.

VideoBar

Este conteúdo ainda não está disponível por conexões criptografadas.

VideoBar

Este conteúdo ainda não está disponível por conexões criptografadas.

VideoBar

Este conteúdo ainda não está disponível por conexões criptografadas.

VideoBar

Este conteúdo ainda não está disponível por conexões criptografadas.

sábado, 9 de outubro de 2010

IMAGINEMOS UM RITO CRISTÃO NOS SETE POVOS DAS MISSÕES

O folklorista e estudioso da História Riograndense nos primeiros tempos, João Simões Lopes Neto,  descreve assim a Celebração de Corpus Christi e outras festas.

"Nas festas sobressaíam a de Santo Inácio de Loiola, a do Padroeiro da Missão, e a de Corpus Christi, que eram celebradas com a pompa possível, para deslumbramento dos índios, enlevados nesse aparato de culto externo.
Pelaa madrugada o Cabildo e caciques da Missão saiam à frente dum piquete de cavalarianos, com os seus melhores trajes e montados em ricos ornamentos, percorrendo as ruas, dando tiros de roqueira e fazendo rufar tambores e soar clarins , enquanto que os sinos repicavam festivos. seguia-se a missa , cantada, e depois solene procissão.
As ruas eram adornadas de arcos floridos aos quais eram presas aves de plumagem vistosa, como tucanos, araras, etc...em outros pontos expunham vasilhas largas com peixes vários, e  em reforçadas jaulas pumas e jaguares, que urravam ferozmente ao passar o povo entoando hinos sacros ao som da música.
No chão alcatifado de flores e ervas odoríferas-trevo, alevante,etc...espalhavam´-se punhados de grãos dos cereais que deviam ser semeados na próxima plantação; o trigo,, especialmente, deveria ser pisado especialmente pelo sacerdote portador da SAGRADA CUSTÓDIA>
Depois da procissão faziam os padres distribuição de pão , assados e doces.
Muitas vezes, na festa do padroeiro, havia na praça o torneio das cavalhadas, ou seja, a representação de autos sacros e danças das crianças em frente à Igreja.
Aos compartes que mais se distinguiam nestas diversões dava-se como premio um tupambai, que era uma peça de tecido de algodão franjada, semelahndo uma pequena manta, este presente era muito apreciado.

Pela SEMANA SANTA guardava-se rigoroso jejum, e, durante a procissão do SENHOR MORTO os índios disciplinavam-se e entoando um cântico especial em guarani, chamado CRISTO NHANDEJARA, cujo último verso seguida de espôntanea flagelação dos cantores, era assim:

CONDE, SEPULCRO, IÑATUI ACUERA
NANDEMOÑANGARA IÑATUI PIRERA
AH!CRISTO NHANDEJARA!

TRADUZINDO:
-EIS AÍ O SEPULCRO-ONDE FOI ENTERRADO-
O TEU SAGRADO CORPO-POR NOSSOS PECADOS-
 AI! CRISTO, SENHOR NOSSO!


VOCABULÁRIO= NHANDEJARA= NOSSO SENHOR
A LINGUA GUARANI FOI A MAIS FALADA NO BRASIL ATÉ O ANO DE 1750, AS PALAVRAS SÃO COMPOSTAS DE CONTRAÇÕES, COMO ESTA: NHANDÉ=NOSSO
JARA=SENHOR = NHANDEJARA= SENHOR NOSSO!
jaguar

tucano
arara
cavalhada-claro que no caso  os indígenas montavam seus cavalos  sem os arreios  
arara
puma
tucano