sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026
continuação sobre a fabricação dos tijolos-Vilmar Antonio Troian
[17:19, 20/02/2026] Vilmar: Continuando o tema dos tijolos:
A equipe tinha que ser grande, pois todo o trabalho era artesanal.
A equipe responsável pela areia conseguiu no Rio Martini e com a carroça conseguiram boa quantidade de areia, coletada com pás e latas e transportada até o local da confecção dos tijolos. A areia ajuda a diminuir a retração do barro e evitar perdas com trincas.
A quantidade de areia na massa era de aproximadamente 1 medida para cada 3 ou 4 medidas de argila amassada. A retirada de pedriscos ou outros materiais alheios ao processo eram feitas com as próprias mãos.
Logo após a confecção dos tijolos nas formas de madeira e colocar à sombra para a maturação por alguns dias chegava a hora de fazer os fornos improvisados para a tarefa principal a queima dos tijolo…
[17:19, 20/02/2026] Vilmar: O transporte dos tijolos cabia para as mulheres e moças que iam passando de mãos em mãos até o local destinado.
Como os pedreiros já estavam contratados e esperando a decisão onde seria feita a Igreja, já que não havia consenso do lugar da construção ao lado da Igreja de madeira ou mais para o alto do morro, estes passaram a exigir uma solução.
A demora da decisão fez com que iniciasse a mesma ao lado da Igreja de madeira. Mas os moradores mais distantes se revoltaram e abandonaram a obra sob ásperos protestos.
A comunidade que sobrou não se abalou e continuou a obra, agora com menos operários para tocar em frente a Igreja dos sonhos.
Os tijolos foram assentados com argamassa de barro, areia e palhas como fibras para diminuir as trincas.
Veio a safra e a obra teve que ser paralisada temporariamente.
No final do verão de 1911 os trabalhos recomeçaram e numa noite gelada de inverno deste ano o Antônio Parisotto, ao relento para abastecer a fornalha de lenha, no contraste entre o calor da fornalha e o sereno frio contraiu uma gripe que logo
progrediu para pneumonia, sem recursos médicos em pouco tempo veio a falecer no dia 27 de junho. Foi uma vítima deste trabalho voluntário e exaustivo, mas a obra está de pé até hoje e foi a primeira capela a ter uma Igreja de alvenaria.
Os dissidentes mais tarde fizeram a Igreja de madeira, de São Bernardo, mais próxima de suas propriedades e passaram a pertencer à Paróquia de Vista Alegre.
O processo de fabricação de telhas de cerâmica era no mesmo estilo, porém nesta Igreja não foi usado.

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