
sábado, 21 de dezembro de 2024
sexta-feira, 20 de dezembro de 2024
CARTA ONDE PADRE ANTONIO SEGANFREDDO NARRA A MORTE DO PADRE PIETRO COLBACHINI-português.italiano
Padre Antonio Seganfreddo escreve ao padre Rolleri sobre a morte do padre Pedro Colbacchini-Fundador de Nova Bassano
Capoeiras 1 de fevereiro de 1901
Com muito pesar devo lhe comunicar uma triste notícia.
No dia trinta de janeiro ás 10 horas da manhã faleceu o Padre Pedro Colbacchini.
Celebrou a missa pela manhã , depois deu ordens aos trabalhadores que estavam construindo a nova igreja . Lamentou -se que sentia dores no coração.. Em seguida dirigiu-se à casa, ementrou no quarto deitando-se na cama.
. Chamou a servente e falou-lhes”_Não chame ninguém , quero morrer sozinho e sem ser perturbado.”A servente ao ouvir essas palavras deu um grito. Os trabalhadores que estavam a apenas 50m de distância acorreram, mas ele já estava morto.
O padre Antonio Serraglia estava em viagem, a uns 40 km de distância e eu a 12 km, em Capoeiras.
O Padre Pietro Colbacchini no dia 27 de janeiro saiu a cavalo para visitar uma capela a 20 km de distância e voltou no dia 29. O caminho que ele percorreu era uma trilha no meio do mato, desabitada, por isso correu o risco de morrer pelo caminho.
Vieram até mim dois mensageiros para me relatar o ocorrido e outros foram procurar o padre Antonio Serraglia. Eu parti imediatamente a cavalo, galopando e cheguei lá depois do meio dia, porém nada pude fazer pela vida do padre Pedro a não ser chorar e rezar pela sua alma.
Comecei a organizar tudo pois estava tudo desordenado.Mandei chamar as autoridades e os colonos das linhas ao redor. Em poucas horas a praça e a Igreja estavam cheias de pessoas . Eu dei início ao velório e rezamos .Aguardei até a meia noite esperando o padre Serraglia chegar, mas nada ainda. No outro dia aguardei até às nove horas da manhã e ainda não havia chegado o padre Antonio Serraglia. Comecei os ritos fúnebres rezando alguns Padre Nossos e outras orações , a missa a celebrei cantada, incluindo o Libera Me Domine e em seguida acompanhei o féretro em procissão até a sua última morada .. . O túmulo já estava pronto e as autoridades constatando morte natural haviam ordenado que era preciso sepultar o cadáver,pois já era meio dia. Eu não sabia o que dizer e nem o que fazer. Repentinamente a multidão começou um murmúrio e depois a gritar em uníssono “- Padre Antonio, Padre Antonio!” Era ele mesmo que vinha a todo galope e parecia que o cavalo tinha asas nas patas. Em um segundo o padre Antonio já estava ali entre nós. Foi um momento terrível! Quando ficamos nós dois frente a frente começamos a chorar . Creio que até os piores inimigos do Padre Pedro teriam chorado nesta hora. !
O padre Antonio Serraglia quis ver pela última vez o vulto do Padre Pedro mas teve de descer até a cova. Abriram o caixão e ele depositou um beijo na fronte do Padre Pietro Colbacchini.
Depois de sete horas de viagem sem comer e debaixo de um sol escaldante subitamente o padre Antonio Serraglia sentiu-se mal e uma forte febre o acometeu. Eu temi pela vida dele. Porém ja no outro dia a febre cedeu ele sentiu-se melhor e deixou o leito.
Enquanto as autoridades estavam ali presentes procuramos o testamento do padre Pedro mas não encontramos nada. O agente consular queria bloquear os terrenos mas os colonos não quiseram, porque os mesmos como não havia testamento os consideraram já pagos… É um problema que vai me dar dor de cabeça ! Mas paciência! Faremos o melhor. Telegrafamos ao prior e vamos ver o que ele dirá.
Reze por nós e faça rezar por nós! Recomende-nos ao sr bispo e aos nossos coirmãos.
Com estima e afeto
Padre Antonio Seganfreddo.
Observações:
O testamento que procuraram era um possível existente que o Padre Pietro Colbacchini teria feito determinando para quem ficariam os bens materiais, terrenos para a construção da Igreja lotes para o povoado pois comprou com o próprio dinheiro
Como o testamento não foi encontrado, segundo parecer de Vilmar Antonio Troian, uma hipótese é que teria deixado uma procuração assinada nas mãos de algum dos amigos colonos.
Também alguns citam que teria adquirido 70 hectares em terrenos, mas não encontramos comprovação.
a observação do padre Antonio Seganfreddo sobre “que o agente consular queria bloquear os terrenos mas os colonos não quiseram pois estes do momento da morte do padre Colbacchini ficariam grátis para eles” sugere que alguém teria comprado lotes para abrir comércio mas na ausência de herdeiros e testamento não pagariam mais, caso tivessem comprado a prazo.
Não encontrei nada sobre este assunto registrado em pesquisa.
Sobre a inimizade do Padre Antonio Seganfreddo com o padre Pietro Colbacchini começou quando o primeiro não quis ir morar na futura Nova Bassano e quis permanecer em Capoeiras.Também os temperamentos eram diferentes. O Padre Antonio trabalhou por um bom tempo na abertura da estrada Buarque de Macedo e assim tinha mais facilidade em se misturar com os colonos .Não era de muita oração mas de ação.
Sobre inimigos do padre Pedro li que nem todos os colonos concordavam com as decisões do Padre Pedro nos assuntos propostos e ele por sua vez como era o chefe da
missão não aceitava desobediência.
]Molto Rev. P.Rolleri
Capoeiras, 1 de febraio , 1901
Con sommo mio dispiacere devo partecipare una triste notizia.
Al giorno trenta del gennaio alle ore dieci a.m.cessava di vivere il molto Rev..P.Pietro Colbacchini.
Celebró la stessa mattina Santa Messa , poi diede ordine ai lavoratori della nuova chiesa,; si lamentó di avere delle trafitture (fitte) al cuore.Si allontanò di loro , entrò nella sua camera, si coricò nel suo lettino ; chiamó la servente e ordinò alla moglie di andare in chiesa e pregare per lui dicendole “-Non chiamare nessuno , voglio morire solo, non voglio essere disturbato. “ La servente a tale parole diede un grido , e i lavoratori , che erano lontani dal luogo appena cinquanta metri accorsero , arrivati era già freddo cadavere . Il Padre Antonio Serraglia era lontano circa quaranta chilometri , io dodeci. Lo stesso padre Colbacchini era partito da Nova Bassano domenica, 27 dopo mezzo giorno ed era andato a visitare una cappella lontano venti chilometri ed era tornato la sera del 29, ed il viaggio ha dovuto farlo sempre per sentieri boschivi con il pericolo di restare per viaggio.
Vennero da me due messi uno dopo l'altro a partecipare all'infausta notizia e altri andavano a cercare il P.Antonio Serraglia . Io partii subito al galoppo così alla carriera , ed arrivai dopo mezzogiorno ma senza nulla poter fare al P.Pietro in quanto al corpo , pregai piangendo nel suffragio dell’anima sua.
Riordinai tutto alla meglio , perché tutto era disordine , mandai avvertire le autorità e ai coloni delle linee.
In poche ore la chiesa e la piazza erano gremite di popolo. Approfitta del concorso e diedi principio al vespero e altre preghiere. Aspettai ansioso fino alla mezzanotte l'arrivo del P.Antonio ma inutilmente. Alla mattina seguente aspettai fino alle ore nove ma il padre Serraglia non era ancora giunto . Cominciai l’ufficio con tre padreterni e laudi, appunto colla speranza dell’arrivo del detto padre Terminata la messa cantata , orazione funebre , Libera Me Domine, lo accompagnai processionalmente all'ultima dimora , la tomba era ultimata , le autoritá avevano constatata la morte naturale,
Era giá mezzogiorno e le autorità avevano ordinato di calare nella tomba il cadavere.e del padre Antonio nessuna nuova. Ogni speranza era delusa, poi doveva coprirlo non sapeva né che dire né che fare.
Tra la moltitudine si cominciò sentire da prima un bisbiglio , poi ripetute grida: “-Padre Antonio, padre Antonio!’Era proprio lui che arrivava a passo battuto e sembrava che il cavallo avesse le ali nei piedi. In un istante giá era in mezzo a noi,
Rev. P.. Rolleri fu momenti terribili che con la penna non si può descrivere, Quando ci siamo trovati di fronte noi due, è stato un momento che anche i peggiori nemici del P.Pietro Colbacchini hanno dovuto piangere.
Padre Antonio vuole vedere un'ultima volta il P. Pietro Colbacchini , ma ha dovuto calarsi nella tomba. Aprirono la cassa e egli stampó un bacio in fronte.
Il padre Antonio dopo sete ore del viaggio senza prendere cibo fece un sole caldissimo a quell'ora e in tale circostanza , subito dopo si senti malissimo , una potente febbre lo colpi sul momento ed io temevo per lui. L'ho lasciato oggi alle tre ore p.m. in buona salute Aveva lasciato il letto e la febbre dell tutto cessata.
Presenti le autorità abbiamo cercato il testamento ma nulla abbiamo trovato; cosi si teme andrá perduto . L’agente consolare voleva sequestrare tutto , ma i coloni non vollero , perché , questi terreni si sono ridotti loro a gratis .Questi si sono grattacapi di primo ordine.
.Pazienza , faremo al meglio..
Abbiamo telegrafato al priore vedremo che cosa risponderá . Preghi e faccia pregare per noi , ci ricorda a Mon..Vescovo e confratelli, sono con tutta stima ed affetto.
P;Antonio Seganfreddo.
.
Osservazione
Alcune parole o frasi si rimettano a quel tempo, o sia può essere che non sono più in usanza
-revisione dei dubbi- Alessandro Seganfreddo
le ali ai piedi- maniera di dire.. si è un modo di dire corretto.
Libera me Domine- canto gregoriano. apropriado ai funerali
fonte de pesquisa:
arquivo geral dos padres scalabrinianos em Roma
Livro: Raízes de Um Povo de Redovino Rizzardo
melhoramento das cartas para leitura- Fernanda do Canto
segunda-feira, 25 de novembro de 2024
CARTA COM O RELATO DA MORTE DO PADRE PIETRO COLBACCHINI- EM PORTUGUÊS
Padre Antonio Seganfreddo escreve ao padre Rolleri sobre a morte do padre Pedro Colbacchini-Fundador de Nova Bassano
Capoeiras 1 de fevereiro de 1901
Com muito pesar devo lhe comunicar uma triste notícia.
No dia trinta de janeiro ás 10 horas da manhã faleceu o Padre Pedro Colbacchini.
Celebrou a missa pela manhã , depois deu ordens aos trabalhadores que estavam construindo a nova igreja . Lamentou -se que sentia dores no coração.. Em seguida dirigiu-se a sua casinha e deitou-se na cama. Chamou a servente e falou-lhes”_Não chame ninguém , quero morrer sozinho e sem ser perturbado.”A servente ao ouvir essas palavras deu um grito. Os trabalhadores que estavam a apenas 50m de distância acorreram, mas ele já estava morto.
O padre Antonio Serraglia estava em viagem, a uns 40 km de distância e eu a 12 km, em Capoeiras.
O Padre Pietro Colbacchini no dia 27 de janeiro saiu a cavalo para visitar uma capela a 20 km de distância e voltou no dia 29. O caminho que ele percorreu era uma trilha no meio do mato, desabitada, por isso correu o risco de morrer pelo caminho.
Vieram até mim dois mensageiros para me relatar o ocorrido e outros foram procurar o padre Antonio Serraglia. Eu parti imediatamente a cavalo, galopando e cheguei lá depois do meio dia, porém nada pude fazer pela vida do padre Pedro a não ser chorar e rezar pela sua alma.
Comecei a organizar tudo pois estava tudo desordenado.Mandei chamar as autoridades e os colonos das linhas ao redor. Em poucas horas a praça e a Igreja estavam cheias de pessoas . Eu dei início ao velório e rezamos .Aguardei até a meia noite esperando o padre Serraglia chegar, mas nada ainda. No outro dia aguardei até às nove horas da manhã e ainda não havia chegado o padre Antonio Serraglia. Comecei os ritos fúnebres rezando alguns Padre Nossos e outras orações , a missa a celebrei cantada, incluindo o Libera Me Domine e em seguida acompanhei o féretro em procissão até a sua última morada .. . O túmulo já estava pronto e as autoridades constatando morte natural haviam ordenado que era preciso sepultar o cadáver,pois já era meio dia. Eu não sabia o que dizer e nem o que fazer. Repentinamente a multidão começou um murmúrio e depois a gritar em uníssono “- Padre Antonio, Padre Antonio!” Era ele mesmo que vinha a todo galope e parecia que o cavalo tinha asas nas patas. Em um segundo o padre Antonio já estava ali entre nós. Foi um momento terrível! Quando ficamos nós dois frente a frente começamos a chorar . Creio que até os piores inimigos do Padre Pedro teriam chorado nesta hora. !
O padre Antonio Serraglia quis ver pela última vez o vulto do Padre Pedro mas teve de descer até a cova. Abriram o caixão e ele depositou um beijo na fronte do Padre Pietro Colbacchini.
Depois de sete horas de viagem sem comer e debaixo de um sol escaldante subitamente o padre Antonio Serraglia sentiu-se mal e uma forte febre o acometeu. Eu temi pela vida dele. Porém ja no outro dia a febre cedeu ele sentiu-se melhor e deixou o leito.
Enquanto as autoridades estavam ali presentes procuramos o testamento do padre Pedro mas não encontramos nada. O agente consular queria bloquear os terrenos mas os colonos não quiseram, porque os mesmos como não havia testamento os consideraram já pagos… É um problema que vai me dar dor de cabeça ! Mas paciência! Faremos o melhor. Telegrafamos ao prior e vamos ver o que ele dirá.
Reze por nós e faça rezar por nós! Recomende-nos ao sr bispo e aos nossos coirmãos.
Com estima e afeto
Padre Antonio Seganfreddo.
Observações:
O testamento que procuraram era um possível existente que o Padre Pietro Colbacchini teria feito determinando para quem ficariam os bens materiais, terrenos para a construção da Igreja lotes para o povoado pois comprou com o próprio dinheiro
Como o testamento não foi encontrado, segundo parecer de Vilmar Antonio Troian, uma hipótese é que teria deixado uma procuração assinada nas mãos de algum dos amigos colonos.
Também alguns citam que teria adquirido 70 hectares em terrenos, mas não encontramos comprovação.
a observação do padre Antonio Seganfreddo sobre “que o agente consular queria bloquear os terrenos mas os colonos não quiseram pois estes do momento da morte do padre Colbacchini ficariam grátis para eles” sugere que alguém teria comprado lotes para abrir comércio mas na ausência de herdeiros e testamento não pagariam mais, caso tivessem comprado a prazo.
Não encontrei nada sobre este assunto registrado em pesquisa.
Sobre a inimizade do Padre Antonio Seganfreddo com o padre Pietro Colbacchini começou quando o primeiro não quis ir morar na futura Nova Bassano e quis permanecer em Capoeiras.Também os temperamentos eram diferentes. O Padre Antonio trabalhou por um bom tempo na abertura da estrada Buarque de Macedo e assim tinha mais facilidade em se misturar com os colonos .Não era de muita oração mas de ação.
Sobre inimigos do padre Pedro li que nem todos os colonos concordavam com as decisões do Padre Pedro nos assuntos propostos e ele por sua vez como era o chefe da
missão não aceitava desobediência.
domingo, 17 de novembro de 2024
A CARTA DE NOVE DE FEVEREIRO DE 1906, INTERPRETADA, VISTO QUE PARECE NÃO SER O ITALIANO OFICIAL-EM ITALIANO E PORTUGUÊS
Molto Rev. Superiore
Generale
Capoeira, 2 de
febraio 1906
Le partecipo tristissime notizie di questa povera colonia. Le
cavallette distrussero tutto . Le nuove non hanno ancora le ali e i saltoni
vanno da una linea all’altra e dove passano lasciano lo squallore e la
miseria. La fame in alcune localitá è all'ordine del giorno. Oltre alle
cavallette abbiamo una siccità spaventosa, manca l’erba per gli animali,
in una parola manca tutto il necessario all’esistenza,
FIAT VOLUNTAS TUA
Io ho avuto sempre buona intenzione di aiutare l'Istituto, ma
nelle condizioni in cui mi trovo , non posso fare, come sarebbe mio desiderio.
Il 24 del corrente mese deve partire da qui una persona di mia fiducia e
deve andare a Porto Alegre , con tal mezzo le spediró italiane seicento lire e
forse più. Se cesseranno i flagelli, cioè cavallette e siccità , faró per
l’Istituto più che posso.
La notizia della partenza del P. Serraglia da questa colonia ha
prodotto effetti favorevoli e contrari, cioè il contento dei suoi
calunniatori e il lamento dei coloni. I calunniatori dicono “-
abbiamo raggiunto il nostro intento , i superiori lo castigano di essere
a scaloni inferiori ,lasciano il padre Serraglia nell'abbandono
proprio nel momento della loro massima sventura, quando si trovano ridotti
nella miseria e fame,”
Dipiu dicono”- ora che ha saccheggiato il nostro denaro se
ne va a goderlo in Italia, lasciando un padre nuovo che non abbiamo nessuna
fiducia.
Il padre Serraglia mi pregò di scrivere a Vostra Reverendíssima. come
stanno quelle “fazendas!” , e egli apella da V.Rev.ma. Superiore Generale
una 'ultima parola , .ma è poco disposto ad attraversare l'Atlantico . Se Rev. Superiore lo
vuole verrà , ma a malincuore , appunto perché i coloni si trovano nell’estrema
miseria e vorrebbe dividere con loro , come parocco il dolore della fame.
Io tiro
avanti meglio che posso ma i lunghi viaggi mi cansano immensamente e
domando per atto di grazia provvedimento , ma se mandarà provveduto conforme
i bisogni faccio conto di morir .combattendo, e voglio esprimere
che non sarà lontano il giorno del mio perpetuo riposo.
Lascio questa cura soltanto quando sarà provveduta da un confratello che non
sia poltrone e delicato; altrimenti manterrò la parola e starò qui.
Abbiamo un calore
insopportabile , e questi buoni coloni mi tengono in continuo movimento , il
calore eccessivo produce malatie di tifo, e devo correre da un punto cardinale
all”altro, povero Barba Toni un giorno o l’altro prenderai una insolazione e
andrai ai vasti Campi Elisi . E viva!
.Io prego di far
recitare dai cappellani dell”Istituto litanie al povero Barba Toni , che ne ha
tanto bisogno, delle preghiere .
umile
servo
P.Antonio Seganfreddo
Osservazione :
Dai
anni 1906 a 1908 le colonie hanno sofferto i flagelli delle cavallette e
siccità e malattie .
Già da quest'anno
aveva assunto la direzione dell'Istituto Padre Domenico Vicentini
Padre Domenico
Vicentini fu il primo missionario scalabriniano ad essere inviato nel Rio
Grande do Sul. Fu inviato dal vescovo di Rio Grande do Sul a lavorare a
Encantado
Abbiamo
documenti che dal 1906 al 1908, parte delle colonie del Rio Grande do Sul
subirono lunghe siccità che favorirono la comparsa di nugoli di cavallette che
distrussero i raccolti.
A padre Antônio
Serraglia, che lavorò con padre Pedro Colbachini nel 1906, fu ordinato di
tornare in Italia e di essere rettore della casa madre di Piacenza, ma non vi
rimase a lungo e tornò in Brasile lavorando in diverse località.
Barba Toni era
il nikaneme di Padre Antonio Seganfreddo
Il Istituto riferito
è quello di Piacenza
Carta do dia nove de fevereiro de
1906.
Escreve ao Superior Geral dos
Scalabrinianos na Itália falando de pragas de gafanhotos, seca e doenças
inclusive tifo.
Reverendíssimo
Superior Geral
Informo tristíssimas notícias desta pobre
colônia. Os gafanhotos destruíram tudo. Os saltões ainda não têm as asas
e vão de uma linha a outra e por onde passam deixam a miséria e a
frustração. A fome em algumas localidades está na ordem do
dia.
Além dos gafanhotos estamos
passando por uma grande seca e falta o pasto para os animais. Resumindo, falta
tudo o que é necessário para a existência.
FIAT
VOLUNTAS TUA ( SEJA FEITA A VOSSA VONTADE)
Eu sempre tive boas intenções em ajudar o
Instituto , mas nas condições em que me encontro não posso fazer mais, como é o
meu desejo.
No dia 24 do
corrente mês deve partir daqui uma pessoa de minha confiança e irá
expedir cerca de 600 liras italianas ou até um pouco mais. Caso
cessarem os flagelos dos gafanhotos e da seca poderei fazer mais pelo Instituto.
A notícia da partida do
padre Serraglia desta colônia provocou efeitos diversos. Os caluniadores
dizem:_” é bom que ele vá embora, conseguimos o nosso intento. Os superiores o
castigarão e o colocarão em escalões inferiores . O padre Serraglia ficará
abandonado no momento da sua máxima desgraça quando estão reduzidos à
miséria e a fome.” E dizem também :”-ele pilhou o nosso dinheiro e
vai para a Itália aproveitá-lo.” deixará um padre novo, no
qual não temos nenhuma confiança.”
O padre Serraglia me incumbiu que
escrevesse a Vossa Reverendíssima como estão aquelas fazendas )e apela ao
Reverendíssimo Superior Geral um último pedido , mas está pouco
disposto a atravessar o Atlântico. Mas se o Reverendíssimo .Superior
Geral o quer lá ele irá , ,mas de má vontade porque os colonos se
encontram na extrema miséria e ele deseja dividir com eles ,
como pároco , a dor da fome.
Eu trabalho mais que posso, mas
as longas viagens me cansam muito. Peço a graça de providenciar um
coirmão para me ajudar, se tal não for possível ficarei até que alguém venha me
substituir , mas deve ser alguém que tenha saúde suficiente para enfrentar as
adversidades, caso contrário eu ficarei aqui e vou morrer combatendo. Quero
dizer que o dia do meu descanso eterno não está longe . Deixarei essa
paróquia somente quando tiver um substituto à altura, que não seja
delicado demais para fazer esse trabalho, pois manterei minha palavra e ficarei
aqui.
Aqui faz um calor
insuportável, e os bons colonos me deixam em constante movimento O calor
exagerado favoreceu o aparecimento de doenças como o tifo , e devo ir de um
ponto cardeal a outro para atender os doentes.
Pobre Barba Toni! Um dia ou outro
sofrerei uma insolação e irei para os vastos Campos Elíseos. E viva!
Peço aos capelães do
Instituto que recitem as ladainhas por mim, pobre Barba
Toni , que necessito tanto de ajuda.
Humilde
servo
Pe
Antônio Seganfreddo.
Nota: o padre Domênico Vicentini neste
ano já havia assumido a direção do Instituto
O Padre Domênico Vicentini foi o
primeiro missionário scalabriniano a ser enviado ao Rio Grande do Sul , foi
enviado pelo bispo do Rio Grande do Sul a trabalhar em Encantado
Temos registros de que do ano 1906 a 1908
a parte das Colônias no Rio Grande do Sul sofreram longas estiagens que
favoreceram o aparecimento de nuvens de gafanhotos que destruíram as
plantações e também em consequência doenças como o tifo.
O padre Antônio Serraglia que trabalhou
com o padre Pedro Colbacchini e em 1906 recebeu a ordem de
voltar para a Itália e ser reitor da casa-mãe, em Piacenza, porém não ficou
muito tempo lá e voltou para o Brasil trabalhando em várias localidades.
Barba Toni era o apelido do Padre
Antônio e significa Tio Antônio.
O Instituto a que ele se refere é a
casa mãe, Piacenza, onde estudavam os seminaristas para se tornar missionários
Carta do padre Antonio Seganfreddo, missionário scalabriniano no Rio Grande do Sul
Esta carta é dirigida ao Padre Domênico Vicentini, que foi o primeiro missionário scalabriniano na missão do Rio Grande do Sul. O Padre Antonio Seganfreddo, o segundo missionário, escreve para informar sobre a missão. Uma severa seca, acompanhada de intenso calor, propiciou a formação de nuvens de gafanhotos; o pasto secou, resultando em fome e doenças, especificamente o tifo. O Padre Domênico Vicentini estava na Itália, atuando como reitor do seminário de Piacenza, cargo que assumiu após o falecimento do bispo Giovanni Battista Scalabrini, conhecido como o bispo dos emigrantes.
De acordo com relatos históricos, esses fenômenos perduraram por três anos: de 1906 a 1908, provocando extrema escassez, fome, doenças e mortes.
quarta-feira, 17 de abril de 2024
O VENTO
Poemeu sobre o vento
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024
A IMIGRAÇÃO DA FAMÍLIA SEGANFREDO DESDE A ITÁLIA
FAMÍLIA SEGANFREDO
RELATO DOS PRIMÓRDIOS NA REGIÃO DA COLÔNIA ALFREDO CHAVES
Ana Maria Seganfreddo
Introduzo esse relato sobre meus
antepassados imigrantes italianos na então Colônia Alfredo Chaves, mais
precisamente na região da atual Nova Bassano e arredores relatando informações que obtive
ao longo de anos de pesquisa, mas também por ser filha de um bassanense,
Cornélio Seganfredo que ali viveu na linha décima até os 25 anos quando se
transferiu para Ciríaco onde se casou e se estabeleceu como agricultor .
Uma vez ao ano ele e outros agricultores migrados de Nova Bassano
visitavam o lugar de nascimento mais precisamente nas festas das
comunidades São Paulo Apóstolo e São
Roque nas festas dos padroeiros onde tinham a oportunidade de encontrar os
parentes e conhecidos que lá permaneceram.
ANTÔNIO
SEGANFREDDO, BARBA TONI
O nosso
mais ilustre antepassado , Antônio Seganfredo
na primeira estada no Rio Grande do Sul foi operário na abertura das estradas coloniais
e posteriormente no segundo reingresso missionário scalabriniano.
Nasceu Antônio em Mason Vicentino -VI-_Itália no dia
12 de junho de 1851, filho primogênito de Pellegrino Seganfredo e Maria
Volpato. Emigrou para o Brasil na década de 1880 com a idade de 31 anos,
portanto já adulto.
O que
sabemos dele provém da história oral contada por alguns parentes e poucos escritos de pesquisadores padres
scalabrinianos e principalmente pelas inúmeras cartas que enviou ao fundador da
Congregação Scalabriniana Dom Giovanni Battista Scalabrini e posterior à morte
deste ao sucessor superior da
Congregação e também para alguns
coirmãos com os quais conviveu no Rio Grande do Sul enquanto trabalhava na
missão da então Colônia Alfredo Chaves.
Antônio Seganfredo era de origem humilde e começou a trabalhar para prover seu sustento
desde os 14 anos , como ele mesmo relatou. Sempre como trabalhador braçal em Mason Vicentino e arredores sendo que em
1880 estando em Bassano del Grappa regressou à cidade natal e preparou-se para
emigrar para o Brasil.
O apelido de Barba Toni ,
segundo informações, foi dado porque ele era uma vocação madura no seminário e
significa “TIO TONI”.
Nessa época o governo Provincial do Rio
Grande do Sul começou a contratar operários para a abertura das estradas
coloniais até então praticamente inexistentes. Era necessário melhorar a
trafegabilidade nas Colônias para facilitar o deslocamento de pessoas e
transporte da produção agrícola já em expansão. Foi neste tempo que Antônio
Seganfredo partiu para o Brasil para esse serviço temporário acompanhado de
alguns compatriotas e foram empregados na abertura da principal artéria
colonial, a estrada Buarque de Macedo que partia do porto fluvial de São João
de Montenegro até Alfredo Chaves , atual Veranópolis passando por Garibaldi e Bento Gonçalves.
Conta-se que ele se empregou como cozinheiro do grupo de trabalhadores, mas
também exercia outros serviços braçais.
Ele trabalhou mais especificamente entre os atuais municípios de Bento
Gonçalves e Veranópolis. Á noite costumava reunir os trabalhadores dispostos a
rezar e desta forma deram-lhe o apelido de capelão. Desta sua prática cotidiana veio-lhe a ideia de,
após anos de trabalho voltar para a
Itália e ingressar em alguma Congregação religiosa onde pudesse preparar-se para
tornar-se padre e posteriormente voltar ao Rio Grande do Sul e exercer o
ministério presbiteral e assim fez .
Chegando na Itália dirigiu-se para Mason Vicentino e
ficou uns dias na casa dos pais. Conversando com a mãe falou-lhes sobre o seu
desejo de estudar para tornar-se padre . Conta a Irmã Mafalda Seganfredo,
sobrinha neta dele, que a mãe respondeu”_ como queres te tornar padre se nem te
vejo rezar?” Ao que ele respondeu”- Va la...va la... um Pai Nosso e uma Ave
Maria já são suficientes!”. A mãe falou isto porque naquela época os padres
tinham como característica o ascetismo, o que nunca foi o lado forte dele.
Levando adiante o seu ideal foi admitido primeiramente no Instituto Mander de
Fonte Alto- TV, que era apropriado para vocações maduras. Posteriormente,
fechando este dirigiu-se para Piacenza, Emilia Romagna, onde foi admitido no
Instituto para Emigrantes em 26 de setembro de 1892 , este fundado por Dom
Giovanni Battista Scalabrini com o propósito de formar missionários para
acompanhar os imigrantes onde quer que fossem, pois era muito grande o fluxo
migratório.
Ali permaneceu estudando teologia até o ano
de 1895, quando foi ordenado sacerdote
em 31 de março por Giovanni Battista Scalabrini.
Agora já sacerdote foi
enviado para o Rio Grande do Sul em 20
de julho de 1896, a bordo do navio a vapor Edilio Re, partindo de Nápoles
passando pelo Porto de Genova juntamente
com 2200 imigrantes. Assumiu no navio o
papel de capelão, onde pode acompanhar as vicissitudes deles e nessa viajem de
reingresso presenciou a morte de seis
crianças e uma mulher jovem.
Do porto de Santos onde
desembarcou cumpriu algumas visitas formais encomendadas por Dom Giovanni
Battista Scalabrini e foi a São Paulo visitar o padre Giuseppe Marchetti, no
Instituto Cristóvão Colombo, porém não o encontrou, foi posteriormente para
Curitiba onde visitou Santa Felicidade, onde encontrou os coirmãos naquela
missão e em seguida rumou para o Rio Grande do Sul. Ali foi se apresentar ao
bispo da Provincia porém não o encontrou, rumando então por conta própria para
a linha IX Ramiro Barcellos , no atual município de Nova Bassano onde já estava
desde 1892 seu irmão Giuseppe Seganfredo com a família. Era setembro de 1896.
Pretendia começar seu apostolado ali, onde havia uma pequena
Igreja perto do Monte Pareo, porém como os agricultores das linhas IX e X
estavam disputando o local onde seria erguida uma Igreja matriz começaram a
litigar entre si, então ele resolveu sair dali e ir para outro lugar então
chamado Capoeiras ou São João Batista do Herval onde tinha uma pequena
igrejinha em madeira nas terras do fazendeiro Silvério Antônio de Araújo
dedicada a São João Batista. Começou ali a atender os agricultores exercendo
todas as obrigações de um missionário.
No final de outubro do
mesmo ano chegou naquela Colônia também o padre Pedro Colbacchini, que já havia
trabalhado na missão do Paraná, depois retornara à Itália e agora novamente no
Brasil, mas na missão do Rio Grande do Sul.
Este contava com a ajuda
do padre Antônio Seganfredo, que deveria ser seu coadjutor, porém ambos eram
dotados de uma personalidade forte e não combinavam muito como companheiros de
trabalho, ficando então o primeiro radicado em Capoeiras de 1896 quando
retornou da Itália como padre até aproximadamente 1910 quando adoeceu
gravemente e voltou por um período à Itália para se tratar. Depois que retornou
da Itália permaneceu uma temporada em Porto Alegre atendendo os imigrantes que
continuavam chegando, porém na manhã do dia 23 de dezembro de 1912 teve um mal
súbito e morreu na Santa Casa de Misericórdia .
Padre Antônio Seganfredo por ter sido
operário antes de se tornar padre tinha facilidade em se misturar com a
população durante os festejos paroquiais,
participava das rodas de canto, pois amava cantar. Cantava enquanto
percorria longas distâncias a cavalo no meio dos matos, onde ia até cem
quilômetros de distância a visitar famílias por ali dispersas. Também
gargalhava, o que parecia um absurdo para um padre da época.
Mas era bem quisto,
ensinava remédios caseiros que aprendera com os caboclos da região e na
ausência de médicos era bastante procurado quando algum paroquiano adoecia.
Quanto aos coirmãos foi muito
criticado por vários motivos: um foi o
de não ter obedecido uma das regras da Congregação que era de permanecer sempre dois padres no local da missão.
Outra crítica era a de ser nepotista por ter
acolhido os pais e a família do irmão Carlo por aproximadamente dois anos na
residência paroquial, pois estes ao chegarem da Itália , sem saber falar
português foram parar com uma leva de imigrantes em uma fazenda de café em
Minas Gerais. Além disso foi até lá busca-los e os conduziu ao Rio Grande do
Sul, pela distância de ida e volta ficou fora da missão por quase quatro meses
sem a autorização do superior.
Em uma das cartas escrita em 1897 e enviada
para Dom Giovanni Battista Scalabrini expressou sofrimento. Escreveu: “- Eis a
vossos pés o último de vossos missionários. Me sinto cansado e deprimido pelas
calúnias que sou obrigado a ouvir do padre Pedro.”
Mas
também enfrentou adversidades quando em
1906 ocorreu uma grande seca na região. Secaram as águas, secou o pasto e favoreceu o
aparecimento de grandes nuvens de gafanhotos que devoraram todas as plantações
deixando a todos na miséria. Também uma epidemia de tifo matou muita gente
obrigando-o a passar muitas horas a cavalo e a pé indo atender os moribundos.
Mas teve a audácia de construir juntamente
com os colonos uma Igreja em alvenaria, começando em 1898 . A mesma foi
inaugurada por Dom Giovanni Battista Scalabrini na sua visita pastoral em 1904.
Em seu diário de viagem Dom Giovanni Battista Scalabrini escreveu enquanto
estava visitando a região :
“_O Pe. Seganfredo sente extremamente a falta de um colega.
Imaginem que para chegar de uma parte à outra da missão é preciso viajar até
quatro dias a cavalo. Frequentemente , ao regressar de um núcleo é chamado para
outro, mais ou menos – ou melhor-sempre-distante. Ficarei aqui até sábado para
administrar a crisma e tratar de outros assuntos. Às 12 horas partirei para nova Bassano
, distante apenas quatro horas .Estou hospedado numa casa nova ,de madeira
juntamente com Carlos e o Pe. Marcos .
Há uma igreja muito bonita, quase terminada, dedicada a São João Batista; benzê-la-ei solenemente amanhã ou depois. É obra do
bondoso Pe. Seganfredo que, com seu zelo e sua piedade , conquistou a veneração
de todos.”
No
ano de 1915 os restos mortais do Pe.Antonio foram trasladados de Porto Alegre onde estava sepultado e trazidos para Capoeiras fato este que causou uma grande comoção, e uma multidão foi recebe-los a 10 km de
distância para acompanhar o cortejo e
sepultados foram na Capela Maior daquela Igreja que construíra junto com seus
paroquianos, tendo uma inscrição em uma lápide de mármore que dizia” -Ao
Reverendo Pe. Antônio Seganfredo, missionário carlista, fundador desta Igreja
por 14 anos pastor muito amado, Capoeiras reconhecida: 1851-1912.
Porém com a construção da
atual Igreja de Nova Prata os restos mortais dele foram retirados daquela
Igreja primeira e dizem que foram enviados para Nova Bassano, pois a paróquia já
não era gerida pelos scalabrinianos. Neste trajeto ninguém mais soube que fim
tiveram, não há um lugar de sepultura para que possamos visitar. Mas, seja lá o
que tiver acontecido, o que permanece é o exemplo de sacerdote, um homem que
parecia ser rude, mas que tinha um coração compassivo, um verdadeiro apóstolo
de Jesus.
GIUSEPPE
SEGANFREDO
Giuseppe Seganfredo nasceu em 13 de
novembro de 1853. Irmão de Antônio Seganfredo, o missionário , emigrou para o Brasil juntamente com a esposa
Margherita Marcon e os cinco filhos do casal, partindo de Mason Vicentino em 15
de dezembro de 1891. No mesmo dia partiu também sua irmã Lucia Seganfredo
nascida em 12 de junho de 1856, casada com Girolamo Lovison e os três filhos .
Foram incentivados a emigrar por Antônio Seganfredo que já havia retornado para a Itália. Antônio
alimentava um sonho que era de reunir toda a família no Rio Grande do Sul.
Giuseppe Seganfredo embarcou com a família
no vapor Solferino e aportou no Rio de Janeiro em 26 de janeiro de 1892. Logo
em 16 de março de 1892 embarcou com a família no navio Iris e em 19 de março já
estava no Rio Grande do Sul onde foi encaminhado para a Colônia Alfredo Chaves,
na linha IX, Ramiro Barcellos, ocupando o lote 37.
Como havia combinado com o irmão Antônio,
ali chegando começou a movimentar os colonos para solicitar a vinda de um padre
para atender essa parte da Colônia. Foi muito ativo nesta busca, porém , apesar
de ter Lucia Seganfredo com a família morando na mesma linha, mais tarde também
a família de Carlo se estabeleceu ali, os irmãos Seganfredo realizaram o sonho
em parte, porque Antônio escolheu permanecer em Capoeiras, atual Nova Prata e
Luigi , o caçula permaneceu na Itália, não conseguiu embarcar em 1897 pois a esposa Giullia Bellinaso estava
grávida. De Luigi descendem nossos parentes italianos de Maróstica.
Giuseppe Seganfredo sempre foi agricultor e
morou sempre nesse endereço onde faleceu em 10 de junho de 1919.
Dos filhos nascidos na Itália o menino Lino,
que nascera em 1887 faleceu depois de chegar ao Rio Grande do Sul, porém não
sabemos onde foi sepultado, talvez na beira da trilha percorrida até chegar ao
destino final, como acontecia seguidamente.
No Brasil nasceram mais
dois meninos, a um deles deram o nome de Lino Marcon Seganfredo ,(ano de
1894) para homenagear o irmão . Este
posteriormente casou-se com Virgínia Barbisan. Riccardo Marcon Seganfredo
também nasceu no Brasil em 1896 se casou com Francisca Anzolin. Pellegrino,(ano
1880) meu avô, casou-se com Catterina Seganfredo, e eram primos. Maria (ano
1884) casou-se com Francisco Balzan, Antônio (1885) casou-se com Giovanna
Caldieraro e Catterina( ano 1891) casou-se com João Caron.
Margherita Marcon faleceu
em 5 de agosto de 1916. Tanto Giuseppe quanto Margherita permaneceram sempre em
Nova Bassano e ali também foram sepultados.
LUCIA
SEGANFREDO
Lucia Seganfredo nasceu em 12 de junho de
1856 em Mason Vicentino-V - Itália.
Girolamo Lovison nascido em 22 de junho 1851 casou-se com ela no dia 24 de janeiro de 1877.
Partiram de Mason Vicentino no mesmo dia de
Giuseppe Seganfredo, 15 de dezembro de 1891, como consta no Foglio de Famiglia.
Vieram trazendo três filhos Luigi,
Catterina e Andrea. No Brasil nasceram mais dois filhos: Giovanni Battista e Antônio.
Estabeleceram-se na linha IX, Ramiro Barcellos
, lote 35 , mas possuíam outro lote na
linha 31, no ano de 1892, portanto
quatro anos antes do padre Pedro Colbacchini ali chegar.
Lucia faleceu em 28 de dezembro de 1941, no
lote 31 da linha Ramiro Barcellos, por isso deduzimos que ali foi construída a
casa. Girolamo faleceu em .8 de junho .de 1922 .em Nova Bassano onde foi
sepultado .
Luigi (ano de 1886)
casou-se com Ângela Carollo, Cattterina (ano 1887) casou-se com Camilo Sasso,
Andrea( 1879) casou-se com Fortunata Anzolin, Giovanni Battista (ano de 1893) casou-se com Emilia Dalla Costa,
Antônio( 1900) casou-se com Aurélia Lazzarotto
e posteriormente com Ursula Zortea.
Deduzimos que Giuseppe Seganfredo e Girolamo
Lovison com suas famílias partiram de Mason no ano de 1891 chegando no Rio
Grande do Sul no inicio de 1892, sendo
ambos considerados pioneiros entre as
primeiras famílias que se estabeleceram na região de onde surgiu posteriormente
Nova Bassano.
Desta família originou-se uma grande
descendência, uns permaneceram em Nova Bassano, outros migraram para outras
regiões e exercem variadas profissões.
CARLO
SEGANFREDO
Carlo Seganfredo nasceu em oito de
outubro de 1858 em Mason Vicentino, VI_
Itália e casou-se com Maria Giovanna Nicoli em 28 de janeiro de 1885. Faleceu
em Nova Bassano em 17 de maio de 1945.Maria Giovanna Nicoli nasceu em.14 de
agosto de 1861 e faleceu em 11 de janeiro de 1933. Ambos foram sepultados em
Nova Bassano.
Carlo Seganfreddo partiu de Mason Vicentino
em 30 de março de 1897 com os sete
filhos. Trouxeram consigo também o velho pai Pellegrino. e Maria Volpato .
Também os acompanhava até o porto de Genova o irmão Luigi com os filhos e a
esposa Giullia Bellinaso. Como esta estava em adiantado estado de gravidez não
foi admitida no navio, então essa família retornou para Mason e ali permaneceram,
ficando assim a família dividida.
Quando chegaram no porto
do Rio de Janeiro sem saber falar o português seguiram juntamente com uma leva
de imigrantes para uma fazenda de café em Minas Gerais onde permaneceram por
alguns meses até conseguirem se comunicar
com o padre Antônio Seganfredo que já estava em Capoeiras e este,
aconselhado por alguns coirmãos partiu no dia dois de julho e retornou com eles
em .oito de setembro. Chegando no Rio
Grande do Sul deixou os pais e a cunhada com duas crianças menores em São João
de Montenegro e caminhou dali acompanhado do irmão e 5 sobrinhos por três dias embaixo
de uma chuva torrencial até chegar em Capoeiras. Em uma das cartas onde narra o
fato a Dom Giovanni Battista Scalabrini escreveu –“ cheguei doente, mas vivo.”
Carlo , talvez por ter
sido enviado a outra região chegando na Colônia Alfredo Chaves ficou sem
propriedade rural, o que o obrigou a permanecer por dois anos em Capoeiras com
o irmão Padre Antônio.
Em 1900 já se instalou
perto do irmão Giuseppe, na linha IX. Ali permaneceu por algum tempo e abriu
uma bodega de Secos & Molhados, produtos que eram de necessidade básica dos
colonos. Infelizmente um certo dia, passando um cortejo festivo de casamento
estourando morteiros uma faísca caiu em cima da casa de madeira que incendiou e
a perda foi total. Construíram ali uma outra pequena casa, mas com o passar do
tempo deixaram ali um dos filhos e mudaram-se para o núcleo de Nova Bassano,
que já ia crescendo, abrindo em uma grande casa de madeira na qual moravam uma espécie de hospedaria . Carlo era sacristão, não era muito afeito aos trabalhos
pesados na agricultura rudimentar, era muito franzino, por isso optou por outro
trabalho que não o rural.
A família era numerosa: Catterina(1882) minha
avó, casou-se com Pellegrino Seganfredo, o primo, Amália(1885) casou-se com
Augusto Segalin, Maria (1886) casou-se com Natale Luigi Signori, Cirillo(1888)
casou-se com Maria Thereza Soccol, Assunta(1890) casou-se com Angelo Zandoná,
Lino (1893) casou-se com Thereza Parisotto, Livia ( 1896) casou-se com
Francisco Tecchio, Estes nascidos na Itália.
Esses abaixo nasceram em
Nova Bassano.
Gilberto (1899) casou-se
com Maria Tecchio, Florinda ( 1900) casou-se com Francisco Tonini, Silvio ( 1902)casou-se
com Palmira Vanzin, Luís (1904) casou-se com Elisa Tedesco, Augusto ( 1907)
casou-se com Maria Segalin.
Sobre a participação da família de Carlo em
Nova Bassano podemos destacar Cirillo, que quando jovem morou com o padre Pedro
Colbacchini e era aluno do padre Antônio Serraglia. A ideia era estudar e
tornar-se padre. Voltou para a Itália para prestar o serviço militar em
Maróstica, já em 1910 retornou para o Brasil e em 1912 estava trabalhando em São
Paulo, em um lugar chamado Rio Claro , onde havia uma filial do Instituto
Cristóvão Colombo pertencente aos padres
scalabrinianos. Depois da morte do padre Antônio Seganfredo, cremos que pouco
depois voltou para Nova Bassano onde organizou juntamente com outros jovens a
Banda Bassanense, Ele era o maestro.
Também podemos destacar a participação de
Silvio Seganfredo na Cooperativa que prestava serviços aos agricultores
comercializando um pouco de tudo que era necessário aos mesmos. De fumo de rolo
, arame farpado, instrumentos de trabalho para a agricultura, víveres , enfim um comércio de Secos & molhados,
muito comum naqueles tempos.
Com o passar dos anos muitos
migraram para outros lugares do Rio Grande do Sul, mas também para Santa
Catarina e Paraná, porém ainda permanecem muitos descendentes destas três
famílias de pioneiros no povoamento de Nova Bassano.